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Arménio-Vieira, Camões 2009.jpg

 Arménio Vieira, Café Cachito, Praia, Finais anos 90

 

 

 

Em Saudação ao Poeta Arménio Vieira, Prémio Camões 2009

 

 

Segundo o conceituado romancista Teixeira de Sousa (Fogo, 1919 – 2006), os escritores cabo-verdianos são trilingues. Desta forma: “temos o crioulo, temos o português claridoso [...] e [temos] o português domingueiro, correcto e vernáculo, que usamos no ensaio, nos relatórios, nos ofícios, nos discursos, na correspondência, etc., etc.” [1].

 

De facto, é possível, através da análise das produções literárias detectar os momentos marcantes no discurso linguístico cabo-verdiano, porque os mesmos se sobrepõem aos períodos e sub-períodos ou fases da literatura, a saber: o Período do Cabo-verdianismo (1842-1936), o Período da Cabo-verdianidade (1936-1974/75) e o Período do Universalismo (1974/75 -...).

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Palacete Senador Vera Cruz.jpg

Palacete do Senador Vera-Cruz, primeiras instalações do Liceu Nacional de Cabo Verde 

 

 

Em homenagem ao Senador Augusto Vera-Cruz e ao Povo do Mindelo

 

 

1. Passou completamente despercebido entre nós a efeméride dos 150 anos do Seminário-Liceu de São Nicolau de Cabo Verde[1], cuja lei da criação foi promulgada a 3 de Setembro de 1866 pelo então ministro e secretário de estado interino dos negócios da marinha e ultramar, o Visconde da Praia Grande:

 

“Sendo uma das maiores necessidades da religião e do Estado a devida educação do clero, para o que, pela lei de 12 de Agosto de 1856, foram mandados estabelecer seminários nas dioceses ultramarinas;

 

Considerando que, pela citada lei, podem os seminários eclesiásticos suprir a falta de liceus, pois que nas suas aulas de estudos preparatórios poderão utilmente aprender os mancebos que, não se destinando ao estado eclesiástico, desejem contudo seguir estudos superiores, ou receber uma educação literária e científica;

 

Tendo em consideração o que me propôs o Bispo de Cabo Verde, e a consulta do conselho ultramarino de 24 de julho deste ano:

 

Hei por bem, em virtude do disposto na citada lei, determinar provisoriamente o seguinte:

 

Art. 1.º – É criado o seminário eclesiástico da diocese de Cabo Verde, na conformidade da lei de 12 de agosto de 1856 […]”.

 

O Seminário-Liceu de São Nicolau, que viria a funcionar por meio século, ficará registado como um dos acontecimentos mais marcantes da história de Cabo Verde. Dele partiu a “luz que mais intensamente iluminou Cabo Verde”.

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Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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