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Ferreira Gullar

 

São Luís do Maranhão, Brasil, 10.Set.1930 – 04.Dez.2016

 

 

Era considerado um dos maiores nomes das letras brasileiras do século XX. Foi poeta, escritor e ensaísta e atravessou o campo literário do Brasil desde a sua revelação nos anos 1950 até esta segunda década do século XXI, no qual lhe foi reservado lugar na Academia Brasileira das Letras (tomou posse em 2014). Ferreira Gullar, nascido em São Luís do Maranhão, em 1930, morreu este domingo no Rio de Janeiro, a cidade em que se mostrou ao Brasil. Tinha 86 anos.

 

Despertou para a poesia ao tomar contacto com a obra de Carlos Drummond de Andrade e de Manuel Bandeira. A partir deles, abriu-se o seu olhar para um novo mundo, para um caminho que seria o seu. Entusiasta do concretismo para se tornar, depois, autor do manifesto que anunciou a chegada do movimento neoconcretista que irrompeu na cena brasileira no final da década de 1950 e que integrou também, por exemplo, Hélio Oiticica, Ferreira Gullar foi artista de acção política.

 

Membro do partido comunista brasileiro, foi perseguido, torturado e exilado pela ditadura brasileira. É o autor de Poema Sujo (1976), escrito durante o exílio na Argentina, ou de A Luta Corporal, o volume de poesia que o revelou em 1954. Em obituário, O Globo cita-o a comentar o carácter experimental da sua poesia: “Eu queria que a própria linguagem fosse inventada a cada poema”.

 

Prémio Camões em 2010, foi ainda distinguido com os prémios da Associação Paulista dos Críticos de Arte (1976) e Machado de Assis (2005).

 

in Público

 

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Capa Arquipélago.jpg

Em Homenagem ao Poeta Jorge Barbosa

 

Enquanto o primeiro número da Claridade, já pronto há muito no original, era preparado para impressão na tipografia do Mindelo – donde só viria a sair em Março de 1936 – o Editorial Claridade apresentou ao público, em Dezembro de 1935, o livro de estreia de Jorge Vera Cruz Barbosa (Santiago, 1902 – 1971), Arquipélago, que é como que o prelúdio do aparecimento daquela revista literária.

 

A capa é da autoria do artista plástico modernista Jaime de Figueiredo (Praia, 1905 – 1974), que também escreve uma apreciação crítica tendo o texto sido impresso numa cinta que envolve o livro:

 

“Um ritmo vital próprio, perfeitamente nuançado, aflora hoje no complexo sentir humano: a psique atlântica.

 

O infinito azul que nos rodeia, a distância que nos envolve e beija, sublimaram de Sonho a longa simbiose dos sangues…

 

E fluindo sempre para o diferenciado, rasga-nos a vida novo ciclo.

 

Esse processus – consciencializando-se – determinará valores virgens, um inédito clima emocional, o nosso verdadeiro caminho para a integração viva na alma do mundo.” (sic)

 

Com este livro minúsculo, de apenas oito poemas, Jorge Barbosa entra para a história da literatura moderna cabo-verdiana como o anunciador da sua viragem para os problemas da terra, assumida pelo movimento literário ligado à revista Claridade (1936-1960).

 

O livro é uma homenagem à memória do Pai, Simão José Barbosa, enquanto os poemas são dedicados a amigos do grupo da Claridade e a uma prima-direita:

 

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Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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