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Homenagem a Armando Tito

Brito-Semedo, 24 Jul 11

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Esta singela homenagem da Pracinha do Liceu nasceu de entre as diversas iniciativas que antigos alunos do Liceu Gil Eanes, dispersos pelos quatro cantos do mundo, tem desenvolvido em tom de lazer e de prazer, em prol da memória cultural do nosso Cabo Verde, aderindo à iniciativa da Associação Cultural / Grupo Cénico TCHON DI KAUBERDI.

 

A Armando Tito não poderia falhar a nossa atenção, como músico e compositor que nasceu na cidade de Mindelo, a 18 de Julho de 1944. Toca diversos instrumentos com mestria (violão, violino e cavaquinho) mas é com o seu violão que mais tem encantado as plateias.

 

Músico nato, iniciou-se na música aos 10 anos de idade, gravando pela primeira vez com a Cesária Évora, em S. Vicente, ainda menor de idade. Descendente de uma família de músicos, depressa se tornou também conhecido. Conta-se que foi dos poucos tocadores a quem B. Léza emprestava o seu violão, o famoso "Bronze", porque ele, então marceneiro, já era um exímio tocador de violão, que posteriormente atingiu o gabarito de outros tocadores célebres, como Luís Rendall ou Tazinho.

 

No livro Kab Verd Band [Praia, 2006], de Carlos Filipe Gonçalves, vem referido que acompanhou Travadinha no “Hot Clube de Portugal”, a 20 de Agosto de 1982, e que fez parte do conjunto “Voz de Cabo Verde” (quando dos veteranos apenas restava Luís Morais) com Paulino Vieira, Bana, Leonel Almeida, Bebeto, Joãozinho e Cabanga. Contudo, sabemos que ele acompanhou outros artistas nas suas digressões no estrangeiro, contribuindo para abrilhantar o sucesso das atuações, como Bana e Cesária Évora. Foi um dos fundadores do grupo “Sôsabe”, ao lado de Travadinha, bem como de grupos de sucesso, como “Cabo Verde Show” e “Los Gatos Bravos”.

 

Armando Tito vive em Portugal desde o início dos anos 80, trabalhando como músico do “Voz de Cabo Verde”, que tocava na "boîte" Monte Cara, conquistando o público não só com as mornas e coladeras, mas também com o foxtrot, choro, baião, bolero e mazurca. Faz agora parte do conhecido grupo “Morabeza”.

 

Uma particularidade sui generis carateriza o músico, que muito encanta quem o vê e ouve tocar: coloca o violão nas suas costas, em cima das espáduas, e dedilha magistralmente, ofertando-nos com o admirável som puro das cordas sempre de aço.

 

Não tendo gravado a solo, participou como acompanhante em centenas de gravações, com outros intérpretes bem conhecidos da música cabo-verdiana, além de Bana, Cesária Évora e Paulino Vieira. Entre eles, Bau, Ildo Lobo, Titina, Ana Firmino, Lura, Nancy Vieira, Leonel Almeida e Celina Pereira, assim como com outros músicos estabelecidos em Portugal, como Zé Afonso, Vaiss, Dalú, Manuel Paris, Toy Vieira e Adérito Pontes.

 

Lamentamos a pobreza em recursos naturais do nosso arquipélago. Mas Cabo Verde terá sempre uma cultura rica enquanto tivermos artistas e músicos com o gabarito de Armando Tito, impondo-se em qualquer dos quatro cantos do mundo!

 

 – Ernestina Santos, Lisboa

 

 

Notícia do Concerto de Homenagem a Armando Tito (Conferir)

 

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