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Foto Jorge Leite, Bathurst, Gâmbia, Dezembro de 1959, arquivo de Valdemar Pereira
Legenda (esquerda para a direita) – De pé: Nhê, Blada (capitão), Eduardo Fula, Xico de Nhô Quim, Xico St. Aubyn, João José, Manuel Barbosa, Junzim Libu (...), (...), Dr. Antero Barros; (agachados): Toi Cacai, Cristiano, Tuinga, João, Canim, Totoi, Augusto e Sua.

 

 

"Nomeado Representante da Federação, na reunião ad hoc, decidi que o primeiro jogo fosse fora de casa, no Estádio de Bathurst, na Gâmbia. E  ganhámos!".  – Valdemar Pereira, Tours, França

 

"Quando fomos a Bathurst assistir ao roubo do árbitro inglês no dia 20-XII-1959, em que Cabo Verde foi eliminado depois de ter dado escola de futebol." – Idem, idem.

 

 Quem foi Kwame Nkrumah 

 

Kuame Nkrumah (Gana, 21.09.1909 — 27.04.1972)

 

 

 

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4 comentários

De Valdemar Pereira a 12.08.2011 às 14:55


Regozijo-me ver esta fotografia aqui por diversas razões.  Logo apôs a minha chegada a Dakar (regresso da Gâmbia) enviei a reportagem de uma dozena de fotos à Federação de Futebol, esperando que a divulgassem ou, pelo menos, dessem uma prova a cada membro da Comitiva. Tudo leva-me a crer que isso ficou em circuito fechado e, quando, há bem pouco de pedi ao Adriano Miranda Lima o favor de fazer chegar às mãos do Totoi, esta e outra foto com o irmão, não pensei o que ia se passar.

Nada digo deste episódio deixando a oportunidade ao meu amigo de o relatar. Melhor do que ele o fará pois viveu e eu ouvi.

Resta-me, do fundo do coração, agradecer a divulgação desse evento que muita saudade trará aos componentes vivos e a muitos familiares.

Também espero que tire as dúvidas do comentarista "Cleonice" que teima ainda da não existência de certos acontecimentos, mesmo com provas concludentes.

De Adriano Miranda Lima a 12.08.2011 às 17:28


Pois, só pela pátina que o tempo já lhes deposita, estas fotos são muito preciosas e desafiam a curiosidade. Reportar imagens antigas do nosso futebol enche o ego dos mindelenses pela constatação de que éramos então a representação maioritária, e bem maioritária, na formação das selecções de futebol de Cabo Verde no contexto desportivo regional.


No seu livro "O Teatro é uma paixão, a vida é uma emoção, o Valdemar Pereira, então residente em Dakar, fala das suas funções de delegado da Associação de Cabo Verde em que foi cometido por ocasião neste torneio, tendo tido ocasião de fazer uma coisa de que gosta, sempre ligado à terra natal e com o bichinho do futebol sempre a persegui-lo, com a memória ainda fresca das artes teatrais em que se envolvera pela primeira vez, ele ainda um “boice”, só para salvar o futebol do seu Castilho.


Ora, recebi dele esta e outra foto em que o Totói posa com o seu irmão gémeo, Djunga, no meio do recinto desportivo. A incumbência foi tirar impressões e entregar ao Totói, que vive em Tomar, a poucos metros da minha casa, a gerir calma e sabiamente os seus justos créditos de “Eusébio do União de Tomar”. Pois, para quem não sabe, o Totói e o seu mano Djunga jogaram no União de Tomar de “diazá” quando o clube acedeu ao primeiro escalão do futebol português. Isso foi na década de 1960 e fui testemunha presencial porque prestei serviço militar no Regimento de Infantaria 15 por essa altura, isto é de 1968 a 1970, precisamente quando o União estava no rubro do seu deslumbramento desportivo. Chegou a derrotar em casa o Sporting e o Porto em jogos do campeonato nacional, e só o meu Benfica se livrou de desfeitas nas suas visitas de então porque tinha nas suas fileiras jogadores como Eusébio, Coluna, Simões, Torres, etc, que hoje pertencem à mitologia do futebol português. O Totói contou-me que, antes de um jogo com o Benfica em casa, o técnico do União chamou um dos defesas, o mais durinho marcador individual, e disse-lhe: - “Olha, como sabes, o Eusébio vem de uma lesão no joelho. A nossa única safa é dar-lhes nesse joelho para o arrumar logo no começo do jogo”. O jogador, que era também de origem africana, não sei se moçambicano ou angolano, contou ao Totói o recado recebido do técnico, e aquele respondeu-lhe assim: - “Não vais fazer nada disso ao rapaz. Ele é um “ulltramarino como nós”, além de não ser justo jogar à margem da lei para segurarmos o Benfica”. Mas o Totói acrescentou-me ainda: - “E claro, e depois eu era e sou adepto do Benfica, clube da mesma cor do meu Mindelense, ah-ah-ah…”


Dou-me muito bem com o Totói, que já deve ir nos 72 ou 73 anos. Ele tem um excelente comportamento social e é muito estimado e considerado na cidade, gozando de boa reputação. Tem um filho e duas filhas e vários netos, e todos com vidas boas e dignas. Dias antes me tinha convidado a ir a sua casa para tomar um grogue de uma garrafa que lhe trouxera o irmão mais novo que vive em Holanda. Aceitei o convite e aproveitei a ocasião para lhe levar as fotos. Ele ficou simplesmente siderado porque nunca as tinha visto, e o torneio em que participou a nossa selecção já quase pertence ao esquecimento. Mas aquela em que está em pose exclusiva com o irmão, já falecido, o deixou com os olhos marejados. Ele pediu-me para endereçar os seus agradecimentos ao amigo em França que eu lhe disse tinha tido a gentileza para com ele.  

De Belenenses Ilustrado a 19.02.2016 às 22:47

Bonito. O Totoi,  é uma excelente pessoa.

De Luiz Silva a 15.08.2011 às 07:58

E' preciso anotar que o heroico Club  Sportivo  Mindelense,  dispunha de oito jogadores nesta selecçao(Blada, Eduardo Fula, Chico de nhô Quim,Manuel Barbosa, Junzim Libu, Cristiano, Djunguinha e Totoi))

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