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Devagarinho, os alquimistas estão invadindo os bares no Brasil e no mundo. E não se trata de fazer vodca virar ouro ou de inventar uma nova receita para o tradicional uísque, mas sim de transformar texturas ao preparar as bebidas. São os chamados drinks moleculares, que misturam consistências sólidas (ou quase) e líquidas. Segundo o mixologista e consultor Marco De la Roche, a técnica vem da gastronomia e usa conhecimentos da química e da física para desenvolver uma nova experiência sensorial. "A ideia é quebrar paradigmas e tirar o melhor proveito de cada ingrediente na preparação do drink", diz ele. A mixologia molecular envolve três técnicas básicas: esfera, que usa alginato de sódio e cloreto de cálcio para criar uma reação química, produzindo uma película fina com líquido dentro (quando feita em tamanho menor, é chamada de caviar); ar, resultado da mistura da solução escolhida, como uma calda ou um suco, com lecitina de soja em pó, obtendo uma textura semelhante à de bolhas de sabão, com sabor bem suave; e neve, que é o ar congelado, virando uma película fina e quebradiça. Há ainda as bebidas que ficam totalmente sólidas e precisam de colher para serem apreciadas, como é o caso do “Bloody Mary Duo Cube”.

 

 

Mas, antes de sair por aí apostando em espumas e esferas, é preciso compreender que cada ingrediente tem seu momento para ser apreciado. "A beleza da mixologia molecular não está em se espantar com uma alteração de textura, mas sim em controlá-la e encontrar o momento certo de utilizá-la, sem desespero para aderir a uma tendência", afirma Marco. "É importante respeitar os ingredientes e misturar com bom senso. Não adianta aprender a fazer esferas, por exemplo, e jogar em cima de qualquer coisa", alerta ele (Fonte).

  

 

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