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O "Na Esquina" seleccionou alguns livros e propõe um kit abrangendo as mais diversas áreas – das viagens à culinária, da memória ao romance – com o desejo de umas boas férias, bom descanso e boas leituras!

 

As Minhas Viagens pelo Mundo, de Diamantino Martins

 

Um livro de viagens. «O Diamantino é alguém que ouve a música tradicional do local onde está, mesmo que seja para ter a certeza de que não gosta. É alguém que vê, em vez de olhar.» (Diogo Morgado) Argentina – «Posso com toda a veemência dizer que foi das viagens mais divertidas que fiz na vida.» (Fernanda Serrano) China (Hong Kong, Sanya Island, Pequim, Xian, Xangai, Macau) – «Viajar é sempre bom, mas viajar com um viajante profissional é uma experiência única e memorável; o Diamante é um amigo da vida, do mundo, da alegria e da descoberta. Com ele descobri mais um pouco do maravilhoso Continente Asiático.» (Ricardo Pereira) Caraíbas (Puerto Rico, Aruba, Curaçao, St. Maarten, St. Thomas) – «Visitar 5 ilhas, ainda por cima em boa companhia foi realmente memorável... Com um simples desafio do Diamante, tornei-me "cruzeirista".» (Bárbara Elias) Ilha de Margarita/Los Roques/Canaima – «Mal recebi da parte do meu amigo Diamantino Martins, o convite para ir até à Ilha de Margarita e à Venezuela, com um grupo de amigos e imprensa, levantei de imediato o dedo e gritei um SIM bem alto.» (Nelson Rosado) Ilhas Gregas e Croácia – «O Diamantino é um amigo muito próximo e um excelente companheiro de viagem… Adorei ter feito com ele este Cruzeiro pelas Ilhas Gregas!» (Raquel Rodrigues) Ilhas Maurícias – «Viajar com o “Sr. Viagens” não é para qualquer um, ele não só se torna num verdadeiro guia turístico, porque sabe tudo o que importa saber sobre o local em questão.» (Cláudia Vieira e Pedro Teixeira). (Fonte)

 

Título: As Minhas Viagens pelo Mundo

Autor: Diamantino Martins

Editora: Verso da Kapa

 

Café Lisboa, de Daniel Costa

  

Daniel Costa, por natureza tímido, sempre sentiu necessidade de escrever para expressar ideias e sente o acto como, necessariamente solitário, ao mesmo tempo a conversar com uma vasta plateia. A partir daí, pensa mais nos outros, no que gostarão de ler. Embora se sirva da sua experiência de vida, para expor ideias. Sem isso lhe importar, acaba mesmo por a reflectir. Porque ama o mundo, em si, é sempre no outro que pensa. Esse é o seu modo de estar na vida. O que escreve pode por vezes parecer ficção, mas a incrível realidade pode ultrapassá-la. José Augusto Roussado Pinto, um jornalista e escritor multifacetado, seu amigo pessoal, por este uma vez questionado sobre certos assuntos a parecer inverosímeis, tratados no Jornal “O Incrível” que criou e dirigia respondeu: “Limito-me apenas a escrever a realidade!...” Na verdade, Daniel Costa chegou também à conclusão não ser necessário ficcionar. A sua escrita reflecte a sua vida, as suas observações, parecendo ficção. No entanto o realismo está sempre presente. (Fonte)

 

Título: Café Lisboa

Autor: Daniel Costa

Editora: Papiro Editora 

 

A Eternidade e o Desejo, de Inês Pedrosa

 

O seu último romance Fazes-me Falta vendeu mais de 100 mil exemplares. A ideia do novo, lançado após um interregno de cinco anos, surgiu durante uma viagem ao Brasil feita em 2005, a convite do Centro Nacional de Cultura. Em A Eternidade e o Desejo, Inês Pedrosa revisita os lugares percorridos pelo Padre António Vieira em terras brasileiras, pela mão de Clara e Sebastião. A protagonista, historiadora e professora universitária, regressa à Bahia ("com h de homem, ou de hoje, porque a Bahia é o reino do hoje, ou da eternidade, que é a mesma coisa"), onde em tempos perdeu a visão e um amor. Sempre guiada pela luz dos textos de Vieira que nasceu há precisamente 400 anos (a 6 de Fevereiro de 2008, o que torna o próximo um ano pródigo em comemorações).

 

O amor por outro António "devorou-lhe" os olhos. O amor por este António ensinou-lhe a virtude pela independência. "Vieira não foi apenas nem sobretudo um padre. Foi um magistral escritor e orador, um pioneiro dos direitos humanos e um bom diplomata, embora nem sempre acertasse nas causas e nos apoios. (...) Era um voluntário da ingenuidade, como costumam ser as pessoas que nascem com a mania de melhorar o mundo." Clara usa Vieira como mapa para encontrar o seu caminho. Sebastião ama-a, tenta seduzi-la, ele que nunca teve que seduzir ninguém. Ela foge de alguém com quem "partilha demasiadas afinidades para conseguirem ser amantes". No "Portugalinho do cá vamos andando" sente-se incompleta. No Brasil, "terra com odor de sobrevivência", sente-se aceite. Foge da "pena contínua que os amigos portugueses tinham dela." Eis que surge Emanuel. Perdeu um filho de dois anos levado pelas ondas do mar. "Conheço mais o Brasil do que a felicidade", há-de dizer Clara que encontra outra Clara, brasileira, que lhe mostrará que o que tem para conhecer se encontra dentro dela. (Fonte)

 

Título: A Eternidade e o Desejo

Autor: Inês Pedrosa

Editora: Publicações Dom Quixote

 

Alentejo, Além-Mar, de Vítor Sobral

 

 Sobral é um dos principais chefs de cozinha de Portugal. Conhecido por sua inimitável habilidade para modernizar os pratos lusitanos mais tradicionais, não perdeu a ligação com os produtos, temperos e sabores tipicamente do Alentejo, região onde foi criado. Este livro visa registar a evolução do Chef, mais especificamente sua relação com as cozinhas dos países de língua portuguesa, usando sobretudo ingredientes brasileiros para enriquecer os pratos. Saborosas 79 receitas, ilustradas em belíssimas fotos, são acompanhadas por uma apresentação do jornalista gastronómico J. A. Dias Lopes (Fonte).

 

Título: Alentejo, Além-Mar

Influências e tradição na cozinha

Autor: Vítor Sobral

Editora: Senac São Paulo 

 

 

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1 comentário

De Adriano Miranda Lima a 15.08.2011 às 21:00


Agradeço as sugestões, que são boas.


Nestas férias, ou seja na silly season, li um livro histórico, mais concretamente sobre a biografia do fundador da cidade onde vivo - Tomar. Trata-se de D. Gualdim Pais, aquele que foi mestre da Ordem dos Templários em Portugal, companheiro de D. Afonso Henriques na luta contra os mouros para alargamento do território nacional. O livro pecou, a meu ver, por ter privilegiado algo excessivamente a descrição do património artístico, em detrimento da factologia histórica e de uma abordagem mais incisiva à reconstituição dos usos e costumes medievais.


Também li um livro da autoria do meu primo Silvino de Oliveira Lima intitulado “ Santo Antão - Salvados duma Memória”. Trata-se de uma autobiografia familiar, que, no entanto, não fica por aí porque aborda muito bem a problemática social da ilha de Santo Antão e suscita as óbvias responsabilidades da política colonial no abandono a que foram votadas as nossas ilhas. Mas se imerge na política, não se limita ao tempo de diazá e deixa transparecer o seu desencanto com certa política do novo país independente. O Silvino me perdoará se este último ponto do meu comentário não corresponde a uma exegese correcta do seu pensamento.


Prossigo ainda uma releitura de Alexis Tocqueville para tentar interpretar certos fenómenos da actualidade política americana, nomeadamente o Tea Party. Como se sabe, este é um movimento que agrega várias organizações da direita americana com ligações ao Partido Republicano e que defende cortes substanciais da despesa pública e a redução ao mínimo da intervenção do Estado federal. É assim que os congressistas republicanos afectos ao Tea Party se têm mostrado indisponíveis para apoiar planos de consolidação orçamental que incluam aumentos de impostos ou que não façam grandes reduções à despesa pública. E foi assim que Obama teve de desistir de taxar os mais ricos para poder ver aprovado o tecto máximo para a dívida do país.


 


 

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