Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A Geração dos anos 30/40, agora com 70 anos e mais, depois de ter lutado pela Indepêndência e participado do processo da Reconstrução Nacional, dedica-se agora a escrever as suas memórias, como forma de as passar à geração mais nova.

 

É assim com o 1.º Presidente da República, Aristides Pereira, e vai ser assim com o Presidente Pedro Pedro. Nessa linha, Osvaldo Lopes da Silva e Silvino de Oliveira Lima, dois antigos Ministros da 1.ª República, acabam de dar à estampa, em edição de autor, Nos Tempos da Minha Infância e Santo Antão. Salvados de uma Memória e Martinho de Lima e Melo e Aniceta Gomes da Fonseca – Uma família antiga em sua teia genealógica, respectivamente. À venda na Livraria Nhô Eugénio, na Achada de Santo António, Praia.

 

 

Título: Nos Tempos da Minha Infância

Autor: Osvaldo Lopes da Silva

Editora: Edição do Autor, 2011

 

Título: Santo Antão. Salvados duma Memória

Autor: Silvino de Oliveira Lima

Editora: Edição do Autor, 2011

 

 

Título: Martinho de Lima e Melo e Aniceta Gomes da Fonseca

Uma família antiga em sua teia genealógica

Autor: Silvino de Oliveira Lima

Editora: Edição do Autor, 2011

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

1 comentário

De Adriano Miranda Lima a 24.08.2011 às 12:06

Destes 3 livros citados, os 2 da autoria de Silvino de Oliveira Lima me foram oferecidos com dedicatória pelo autor. Não só somos primos pelo meu lado paterno como tenho uma especial relação de amizade com o Silvino. Portanto, os dois livros também me dizem  directamente respeito, sobretudo o que fala das origens e evolução genealógica da família Lima. O deste ano foi uma das minhas leituras de féria, e o outro, sobre genealogia familiar, no ano passado.
Considero o Silvino um ser de grande riqueza espiritual e um humanista em todo o sentido da palavra, que por si só merecia que um dia sobre ele se escrevesse.
Na minha resposta ao seu último livro, "Salvados de uma Memória", que foi extensa, transcrevo o seguinte excerto da parte introdutória

"Este novo livro convocou-me, confesso-te, os mais sinceros estados de alma, e de tal maneira que tenho dificuldade, pelo tumulto das emoções, em arrumar as ideias para articular um comentário digno da obra.


    Para começar, o título está artisticamente bem escolhido, por conter uma significação imagética que se funda na associação da palavra “salvado” à força torrencial que tudo destrói avassaladoramente à sua passagem, mas que não vence a determinação, a energia moral e a pertinácia dos homens e mulheres de fé que labutam e renascem heroicamente após cada infortúnio. Mas os salvados não são apenas os que sobram da terra devastada, são também os que bóiam nas tempestades da alma. A terra e a alma humana conjugam-se e proporcionam, assim, os mais preciosos salvados, os que não sucumbem às procelas, e que, por isso mesmo, se revigoram como símbolos sagrados de resistência, perenes vestígios do homem e da sua luta infrene pela sobrevivência e pela afirmação da sua dignidade e grandeza como ser. Por isso, os salvados perpetuam a memória colectiva que é base da história que um dia virá à luz depurada de paixões, sinédoques e alegorias, para que ela se estude e seja verdadeira depositária de exemplos e ensinamentos grandiosos para os vindouros."



 

Comentar post

Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

Comunidade

  • Reyan

    Só música de qualidade! Instrumentos de corda real...

  • Anónimo

    Oi sou cabo-verdiano, estou aqui de passagem, esto...

  • Regiane

    Exelentes musicas . Me faz recordar o tempo do meu...

Powered by