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Na história do processo de criação do Ensino Superior, até culminar na instalação da Universidade de Cabo Verde, ainda por escrever, começou, em 1979, com o núcleo de Curso de Formação de Professores do Ensino Secundário (CFPES), que funcionou numa ala do Liceu Domingos Ramos. Posteriormente, o CFPES foi transformado em Escola de Formação de Professores do Ensino Secundário (EFPES), instalado no Parque 5 de Julho e na Escola Grande, e, finalmente, elevado a Instituto Superior de Educação (ISE), em 1996, a funcionar, primeiro, na Escola Grande e, depois, nas actuais instalações do Palmarejo. Finalmente, em 2006, o ISE foi agrupado à Universidade Pública de Cabo Verde, a Uni-CV.

 

Ao diplomar-me, em 1984, precisamente pelo Curso de Professores do Ensino Secundário referido, tive o privilégio de ser dos primeiros professores bacharéis formados em Cabo Verde. Tal formação levou-me, uns anos depois, a ser Director do Liceu Domingos Ramos, numa altura em que este era o segundo liceu de Cabo Verde e o único para toda a região do Sotavento.

 

A roda da História girou e, em 2006, regressado a Cabo Verde, estive indigitado para presidir o então Instituto Superior de Educação, em substituição do Prof. Doutor Paulino Fortes, hoje o nosso Magnífico Reitor. O facto acabou por não se concretizar, mas entrei, mesmo assim, como docente para o seu Departamento de Estudos Caboverdianos e Portugueses. Dessas duas minhas fases na Educação do país, volto agora a encontrar, aqui no Campus do Palmarejo da Uni-CV, antigos colegas, velhos amigos e, também, antigos alunos.

 

Talvez seja por isso que tenho a sensação agradável do déjà vu e do regresso a casa, desta vez num contexto diferente e num novo quadro legal.

 

Ao aceitar o convite para presidir o Conselho Directivo do Departamento de Ciências Sociais e Humanas, faço-o na convicção de poder vir a dar um contributo relevante para a promoção da excelência das actividades académicas, da investigação e da extensão, áreas que a universidade pública deve desenvolver em prol do progresso sustentável de Cabo Verde, nos mais diversos domínios.

 

Para além das funções a exercer, nos termos dos estatutos, do regulamento e das demais leis e normas aplicáveis, irei leccionar entre duas a quatro horas de aulas semanais, como forma de manter contacto com professores e alunos, pois, antes de qualquer função, sou – e gosto de ser – docente.

 

Nesta tarefa, terei como vogais e colaboradoras próximas as Mestres Maria de Fátima Fernandes e Fernandina Lopes Fernandes, para as áreas académica e administrativa, respectivamente, e a Mestre Marina Ramos, como responsável pela Delegação do Departamento em S. Vicente.

 

Foto Maria Catela, 2011

 

Conselho Directivo do DCSH (Da esquerda para a direita): Vogais da Área Académica e Administrativa, Reitor da Uni-CV e Presidente

 

Durante o mandato deste Conselho Directivo, procurarei, enquanto seu Presidente, exercer as minhas funções quer em contacto estreito e permanente com a Reitoria quer de forma aberta e próxima dos professores, dos funcionários e dos estudantes. Procurarei fomentar o espírito académico, estimular a investigação científica, contribuir para a promoção da qualificação dos docentes e promover a vida artística, cultural e desportiva do Departamento. Para isso, conto tanto com o apoio da Reitoria, muito particularmente do Magnífico Reitor, como com o engajamento dos Colegas do Conselho Directivo e o envolvimento dos Professores e Funcionários.

 

A todos, prometo uma colaboração próxima, franca e leal, ao mesmo tempo que serei firme e exigente no cumprimento das normas institucionais.

 

Em especial, espero de todos a maior dedicação e empenhamento, bem como espírito de equipa, para que possamos progredir no bom caminho e no reforço de um DCSH funcional e exemplar.

 

Foto Maria Catela, 2011

 

Manuel Brito-Semedo, Presidente do Conselho Directivo do DCSH

 

 

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7 comentários

De Luiz Silva a 07.09.2011 às 21:24

As minhas felicitações.  Espero que a temática da emigração seja analisada em toda a sua dimensão , permitindo estudos, tezes , etc. Que haja uma interacção cultural entre a universidade e as colonias da diáspora à todos os níveis ,  com viagens de estudos, organizaçao de  com cursos de verão, com conferênciase e  debates,  de forma a permitir aos nossos emigrantes um melhor conhecimento da historia de Cabo Verde, dentro e fora dos limites geograficos do Arquipelago. A emigração tem direito à cultura e exige-se um projecto cultural para a emigração, de ouvir os seus representantes e intelectuais,  sem a qual podemos desaparecer como Naçao. As obras dum Eugénio Tavares, Pedro Cardoso, Baltasar Lopes,  Amilcar Cabral, Teixeira de Sousa, Gabriel Mariano, Luiz Romano, Teobaldo Virginio precisam ser também estudadas na emigração atravez de intercambios com as universidades dos respectivos paises da emigração .  As linguas dos paises de emigração (holandez e italiano) preciam ser integradas no cursus liceal e universitario como linguas livres pois nao podemos continuar a ignorar a cultura dos paises da nossa emigração . A importancia da emigração nao pode ser simplesmente considerada em termos economicos: o papel da diáspora em termos sociais e culturais foram também importantes  para a modernisaçao da sociedade caboverdiana. Ja' é tempo que o Governo e os Municipios se interessam para a abertura de centros culturais dos paises da nossa emigração assim como  da abertura de casas de emigrantes para estreitar os laços entre os municipios e a diáspora .  Doutro lado deve-se procurar  recuperar os quadros universitarios da diáspora , principalmente os reformados,  até porque a terceira idade constitui uma outra grande riqueza para Cabo Verde porque para além de levar as economias levam também a sua experiencia e o seu saber.

Luiz Silva

De Redy a 07.09.2011 às 21:57

Parabéns e bom trabalho.

De Alvaro Ludgero Andrade a 07.09.2011 às 23:55

Parabéns, pelo novo desafio, e muita força. Como disse Deus a Josué, "onde colocares o teu pé, já estarei contigo", o mesmo para ti. Mantenhas de longe.

De Valdemar Pereira a 08.09.2011 às 07:24

Caro Amigo,
E' com imenso agrado que vejo a noticia das altas funções que vai desempenhar. E' ainda para mim grande orgulho ver o percurso que teve o menino que nasceu ao pé de mim e do qual nunca mais tive noticias, não esquecendo todavia a sua corajosa progenitora, o lugar e o anùncio da sua chegada à vida.
Como conterrâneo também e como menino do mesmo bairro, sinto algo de especial que é indescritível e que adivinha.
Que Deus o acompanhe - bem como todos os seus - no desempenho do novo cargo e que lhe dê a inspiração e força para o cumprimento das altas funções.
Um grande abraço chãdecemiteriano
Valdemar

De Brito-Semedo a 08.09.2011 às 08:54

Sabe o quanto me caem bem as suas palavras! Obrigado! Honra-me as minhas origens e todo o  percurso feito e é importante para mim esse reconhecido profisisonal, mais a mais na área académica! A função é trabalhosa, mas desafiante. Um forte e rijo abraço!

De Filomena Araújo Vieira a 08.09.2011 às 13:52

Os meus parabéns por esta nomeação e votos de um excelente trabalho. Aguardarei com impaciência a "História Geral da Literatura Caboverdiana "
Um abraço amigo.

De Adriano Miranda Lima a 08.09.2011 às 16:44


Felicito o Brito Semedo pelo seu invejável currículo académico e desejo-lhe toda a sorte do mundo nas novas e importantes funções que vai assumir. Que o faça pugnando sempre pelo melhor do nosso futuro e que este se abra, nas suas mãos, e dentro das possibilidades, risonho para as nossas melhores esperanças. Transmudando-me para um plano mais pessoal, não encontro melhor forma de o fazer senão através das palavras a um tempo sentidas e carinhosas do Valdemar. Não as faço minhas porque não tive a vivência pessoal do amigo Valdemar, mas compreendo-as e sublinho todo o sentido da sua humanidade. 

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