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Rostos Curtidos

Brito-Semedo, 25 Out 11

 

Pelas veredas de Mindelo

E pelas esquinas envergonhadas

Vejo rostos curtidos pelo tempo

Autênticos pergaminhos da vida

Onde já não cabem mais sílabas.

Tento ler neles os capítulos antigos

De aventuras e frustrações

De esperanças e desilusões.

Sentam-se à sombra das acácias

Em prosaica lassidão

Buscando no jogo do ouril

Estratégias de ocasião

Para iludir as partidas

Que a vida lhes vai pregando.

 

– Adriano Miranda Lima, Tomar

 

 

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1 comentário

De Joaquim ALMEIDA (Morgadinho) a 29.10.2011 às 09:51

Caro amigo Adriano ; E simplesmente sublime este poema ,Rostos Curtidos ;o teu poema traduz exatamente a expressao no rosto desses nossos compatriotas ,-como dizes e bem - procurando matar o tempo,enganando a sua frustaçao num jogo de uril .Digo-te sinceramente Adriano ,num poema podemos expremir quase tudo o que sentimos e que sofremos .O teu poema neste aspecto é portador de uma realidade ,que se vê no rosto- repito- dos nossos compatriotas . Aquele especial abraço ;Um Criol na Frânça ; Morgadinho;

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