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A Razão dos Avós

Brito-Semedo, 20 Nov 11

Dedicado à minha Neta-Princesa recém-nascida, Liana Sophia

 

Perante a diversidade actual dos modelos familiares, fará sentido continuar a falar da importância da família? Os valores que cimentaram a História de uma geração devem ser esquecidos ou, pelo contrário, transmitidos aos mais novos? A fragmentação de muitos casais pelo processo de divórcio conduz sempre a um corte emocional com a família alargada, ou pode proporcionar uma reflexão sobre a continuidade dos elos significativos através das diversas gerações? Qual o papel dos avós: transmissores de afectos sem regras ou, pelo contrário, a garantia de continuidade da família? Como se pode educar nos tempos de hoje, em que alguns reclamam mais autoridade e outros parece recearem a palavra? (Fonte)

 

Título: A Razão dos Avós

Autor: Daniel Sampaio

Ano da Edição: 2008

Editora: Caminho

 

 

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1 comentário

De Adriano Miranda Lima a 20.11.2011 às 17:55

Falo por mim, dada a minha condição de avô de uma neta de 12 anos e de um neto de 18 meses, este agora eleito o principezinho da família. Penso que os avós podem desempenhar um papel positivo como factor de agregação da estrutura familiar, numa altura em que ela se vê muto ameaçada e enfraquecida em virtude da banalização dos divórcios. Mas os avós, para constituirem um factor valorativo, não podem, de facto, agir como simples transmissores de afectos e mimos. Têm de ser muito mais do que isso, o que pode passar, por mais que pareça paradoxal, por uma educação dos avós, ou uma reciclagem, melhor dizendo, para que possam preencher eficazmente os espaços vazios das estruturas familiares, onde eles apareçam com risco de dissolução da célula familiar. A vantagem é o peso específico que representa a disponibilidade dos avós, potenciada pelo capital de afectos que encerram. Se a tudo isso for acrescentado um elemento de racionalidade e até de calculada autoridade, as sociedades humanas só têm a lucrar.

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