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O Sono da Pomba

Brito-Semedo, 13 Dez 11

 

 

 

Há momentos em que a noite

É a sombra resignada das ilusões.

Todas as palavras se tornam inócuas

No deserto árido e sombrio,

Onde  nem sequer já florescem

Os deuses de pedra de outrora.

As flechas choveram de todos os lados,

Ignorando as badaladas do sino de prata.

E eis que só tu, pomba branca,

Tiveste a premonição da distância

Que vai da palavra ao tiro certeiro.

Foste até onde te consentiram tuas asas

E só paraste quando o horizonte acabou.

A noite cai pesada como chumbo

E cada um tece a sua mortalha.

Mas tu, pomba branca, podes dormir

O sono tranquilo da inocência.

 

- Adriano Miranda Lima, Tomar, Portugal

 

 

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1 comentário

De Valdemar Pereira a 14.12.2011 às 12:48

Pedacinho de poesia de sentimento que implica profundamente. Pomba branca símbolo de Paz em época de reuniões familiares com tudo quanto isso tem de riqueza e de tradição, nomeadamente no Mundo Cristão.
Aproveito o ensejo do poema para desejar um Bom Natal a todos e que tenham a felicidade de passar a Consoada com o maior nùmero de familiares presentes.

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