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Calou-se a Voz da Diva

Brito-Semedo, 17 Dez 11

 

Cesária Évora

 

(São Vicente, 27.Agosto.1941 – 17.Dezembro.2011)

 

 

 

 

 

 

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7 comentários

De amendes a 17.12.2011 às 16:32

Morre o Corpo.
 A Voz..essa  perdudará para sempre.

...Descansa  em Paz... lá na Monte Sossego!

De valdemar pereira a 17.12.2011 às 16:55

Rosas desfalecidas

à minha amiga Cesária

As rosas dos melhores dias
Ontem bem desabrochadas
ao sol das nossas alegria
acabaram-se enfraquecidas
no profundo da minha alma
hoje bem dolorosa e calma.

***
Porque se aproximou a hora
quero poder mesmo agora
saborear o encanto precàrio
dos meus sonhos em relicàrio
mesmo sabendo-os sem a chama
que roubaram à minha alma.

De Yara Lima Oliveira a 18.12.2011 às 14:32

Boa tarde a todos da Esquina ! boa tarde, Valdemar!


As flores desfalecem e morrem.
Nesse bouquet, porém, há uma que , embora desfalecida, é uma Diva, e é cantante; digo é por que a grande Cesária continuará a cantar com todo SENTIMENTO  para VERDE CABO, respondendo à MENININHAS DE MONTE SOSSEGO, à LE VENT DU SUD-EST
Um belo poema para uma bela dama!.


um abraço a todos
Yara

De Adriano Miranda Lima a 17.12.2011 às 17:38


A Cesária parte e ficamos mais pobres, porque o seu legado é daqueles que são raros e insubstituíveis. Lembro-me dela em idade bem jovem, e já com fama de cantadeira de voz inigualável, mas sem nunca supor que um dia viria a ser um ícone da nossa cidade.
Estes versos sentidos que o seu amigo Valdemar aqui deposita, como flores de despedida, exprimem a mais viva  saudade, a mesma que a diva verteu nas noites de Mindelo e outros lugares do mundo.

De Sónia Jardim a 17.12.2011 às 21:34

A tristeza invadiu o meu coração quando soube que Cesária tinha partido. Ainda hoje, à tarde, a minha alma fora envolvida pelo seu REGRESSO, uma música que, magicamente, desenha a imagem da minha avó Anita... Anita que, no próximo dia 25, faz dois anos que também partiu.
Agora, poiso a caneta, o coração chora com SODADE, mas os olhos erguem-se para o céu e contemplam as maravilhosas estrelas caboverdianas que iluminam as nossas noites.
Cabo Verde, uma Nação grandiosa que povoa o nosso planeta com grandiosas pessoas que vão continuar a brilhar num céu radioso.

De João Sá a 18.12.2011 às 04:57

Bom dia estimado amigo, se bom pode ser este triste dia. Mas sendo a eternidade tão maior que a tristeza da perda, que se eternize a "sodade" em lembrança e homenagem, que assim deve ser o luto de um ser e uma voz sem igual,
Por isso, ontem tomei a liberdade de no nosso (vosso) espaço "Na Rede" destacar este seu post de 27 de Março (http://brito-semedo.blogs.sapo.cv/69535.html).
Destaquei agora no SAPO Cabo Verde, em nome desta "nossa" Esquina, este post/homenagem à diva. Porque a "Partida" deixa "Sodade" sim, mas como aqui li, a voz, essa é eterna.

De Djack a 19.12.2011 às 21:09

A Cize morava na Rua Fernando Ferreira Fortes, perto da residência da professora minha amiga D. Zinha e um pouco mais à frente do salão de cabeleireira de outra amiga, a D. Dulce. Nem em 1999 nem em 2001 consegui visitar a diva, a quem teria sido apresentado por alguma delas, se ela ali estivesse. Em 2001, ignoro por que palcos andava. Mas em 99, sei o que me impediu de a conhecer...

Era tarde de domingo, 1 de Agosto desse ano. Eu queria ver a banda tocar no coreto, morto de saudades desse petisco. E lá andava aqui o Djack "ta rudiá", até que, já cansado de esperar, encontrou o Dr. Whannon (que conheceu nesse momento), a quem perguntou porque não apareciam os músicos. Ele não sabia. Mas nisto surgiu o José António dos Santos, percussionista da banda municipal (ex-cozinheiro do navio hidrográfico "Pedro Nunes" e ainda então sapateiro) que nos disse que a Cesária estava em Portugal, acompanhada pelo Luís Morais, para ser condecorada pelo então Presidente Mário Soares. Ora o Luís Morais tinha sido substituído por outro músico nas tarefas de direcção do agrupamento e esse facto tinha trazido complicado problema laboral que levou a uma greve. Por isso, o coreto estava deserto. Acabei a ouvir o conjunto do José António, o "Luar", com uma bela vocalista, no restaurante do topo do edifício do Mindelense, e a devorar um macarrão com camarões...

Ora aí está como indirectamente a minha vida se cruzou com a da Cize, tendo eu ficado sem ver os músicos nem ouvir o apetecido concerto. Azar que lhe perdoei sempre que ouço cada um dos 12 discos que dela possuo... mais a inolvidável "Lágrimas Negras", de  Miguel Matamoros, que ela cantou a meias com o Compay Segundo no disco de duetos dele.

Enfim, da Cize guardo ainda na memória um espectáculo no Coliseu de Lisboa e por antecipação imaginada o seu funeral cujo percurso amanhã, ao fim da tarde, "verei", até ela entrar no cemitério do Mindelo onde residem respeitáveis companheiros de jornada: B. Lèza, Frank Cavaquim e tantos outros que no além decerto a acompanharão em saborososas serenatas celestiais. Talvez um dia por lá a encontre e finalmente a conheça.

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