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Porto de Furna.jpeg

 Porto de Furna, Brava

 

 

Coube a Félix Monteiro ser o primeiro estudioso, no pós-independência, em 1984, chamar a atenção, nas suas "Páginas Esquecidas"[1], para os escritos de Guilherme da Cunha Dantas, reproduzindo uma mostra significativa entre poesia e prosa. Na sequência disso, um outro estudioso, Arnaldo França, em 1996, deu à estampa um manuscrito da sua poesia, feita chegar às suas mãos pela Senhora D. Maria de Fátima Braga Vieira de Andrade. Pretendo agora, depois de ter publicado o seu romance Memórias dum Pobre Rapaz (2007), fazer a reedição da restatante prosa de ficção deste multifacetado escritor e jornalista.

 

Tem havido, nos tempos mais recentes, uma preocupação louvável em reeditar livros de referência há muito esgotados, obras póstumas e espólios de autores já desaparecidos, como José Evaristo d’Almeida (1810? – 1856?), Guilherme Dantas (1849 – 1888), Eugénio Tavares (1867 – 1930), Januário Leite (1865-1930), Félix Lopes da Silva ("Guilherme Ernesto") (1889 – 1967), Pedro Cardoso (1890 – 1942), e Sérgio Frusoni (1901 – 1975), para além dos já clássicos da literatura moderna como António Aurélio Gonçalves (1901 – 1984), Jorge Barbosa (1902 – 1971), Baltasar Lopes (1907 – 1989) e Manuel Lopes (1907 – 2005).Para este trabalho foram rastreados na Biblioteca Nacional de Lisboa os periódicos (possíveis)[2] da época e identificados nos jornais A Imprensa (Praia, 1880-1881) e A Voz de Cabo Verde (Praia, 1911-1919) as colaborações em prosa que aqui destacamos.

 

Em A Imprensa saíram "Amor! Ai! Quem Dera" e "A Morte de D. João", ambos incompletos, nos números 44, de 28 de Abril de 1881, e 52 e 54, de 23 de Junho e 7 de Julho de 1881, respectivamente; e em A Voz de Cabo Verde, "Bosquejos dum Passeio ao Interior da Ilha de S. Tiago", em 24 números, de 15 de Janeiro a 28 de Outubro de 1912; "Nhô José Pedro ou Cenas da Brava", em 13 números, de 10 de Fevereiro a 16 de Junho de 1913; Memórias dum Pobre Rapaz (romance), em 52 números, de 18 de Agosto de 1913 a 10 de Abril de 1915; e "O Sonho", em 5 números, de 24 de Janeiro a 1 de Março de 1916. Estes textos são agora aqui reproduzidos, quinzenalmente, conforme o original, tendo-se apenas actualizado a grafia.

 

De fora ficaram os contos “Cenas de Mafra”, inserido no livro Contos Singelos (1867), e “Frei José e o Diabo”, publicado no Almanach de Lembranças Luso-Brasileiro (1872), por as estórias se situarem em Mafra e não terem qualquer relação com Cabo Verde.

 


[1] Félix MONTEIRO, "Páginas Esquecidas de Guilherme Dantas", in Raízes, N.º 21, Praia, Junho de 1984, pp. 23-186.

[2] Devido ao estado avançado de deterioração do jornal o Independente (Praia, 1877-1889), os responsáveis da Biblioteca Nacional de Lisboa não permitem a sua consulta. Aliás, existe um único número, o “Suplemento” ao N.º 37, do mês de Setembro de 1878.

 

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