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Boizin d'SonCent

Brito-Semedo, 30 Jun 10

Foto Luis Leonardo

  

Depois da minha ausência forçada na Praia, desembarquei em S. Vicente, aos treze anos, de fato e gravata e falando o crioulo de badio. Sentia-me todo rascon[1] na minha fatiota nova, mas, na primeira oportunidade, o meu tio Lalela arrasou comigo e acabou com o meu entusiasmo e basofaria, pondo-me no meu lugar de “mais pequeno”: – ... fato?!... onde já se viu fato de calções, de pernas curtas?!

 

Dou voltas à cabeça e não me recordo de, alguma vez mais, ter voltado a usar esse meu fato-de-ver-a-Deus! A minha Mãe invoca este episódio para justificar o que ela classifica de minha “mania, desde muito cedo, de usar gravata”. Antes como Pastor Evangélico e, agora, como Professor Universitário!

 

Nesse meu primeiro domingo em casa, quando deambulava pela cidade, os meus passos levaram-me à Igreja do Nazareno da Praça Nova, onde decidi assistir à Escola Dominical. Reuniram-nos por grupos de idade. Gostei da camaradagem e regressei na semana seguinte, bem como nas subsequentes.

 

Passou a ser com prazer que ansiava por cada domingo, para estar com os meus novos amigos. Montámos um esquema de troca das nossas revistas de quadradinhos, o que aumentou ainda mais a nossa cumplicidade. Andei, primeiro, na classe dos “Estafetas” e passei, depois, para a dos “Herdeiros da Coroa”, sendo por essa ocasião que conheci a menina com quem viria, mais tarde, a casar-me.

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