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Sugestões de Leitura para as Férias

Brito-Semedo, 2 Ago 10

 

Como uma leitura agradável e descontraída para estas férias recomendo os seguintes livros: A Morte do Ouvidor (2010), de Germano Almeida (Cabo Verde), que aqui no “Na Esquina” já fiz referência; As Esquinas do Tempo (2008), o último romance de Rosa Lobato de Faria (Portugal), falecida há bem pouco tempo; O Velho que Lia Romances de Amor (1993), de Luis Sepúlveda (Chile) e Os Vários Sabores da Vida (2010), de Anthony Capella (Uganda).

 

As Esquinas do Tempo

 

“Quando Margarida chegou à Casa da Azenha teve aquela sensação, não desconhecida mas sempre inquietante, de já ter estado ali”.

 

Margarida é uma jovem professora de Matemática. Um dia vai a Vila Real proferir uma palestra e fica hospedada num turismo de habitação, casa antiga muitíssimo bem conservada e onde, no seu quarto, está dependurado o retrato a óleo de um homem que se parece muito com Miguel, a sua recente paixão.

 

Por um inexplicável mistério, na manhã seguinte acorda cem anos atrás, no seio da sua antiga família.

 

Sem perdem consciência de quem é, ela odeia esta partida do tempo. Mas aos poucos vai-se adaptando. Conhece o homem do quadro e apaixona-se por ele. Quando ele morre num acidente, Margarida regressa ao presente.

 

Romance simultaneamente poético e fantástico. As Esquinas do Tempo é mais uma prova do indesmentível talento literário de Rosa Lobato de Faria.

in Contra capa

Título: As Esquinas do Tempo

Autora: Rosa Lobato de Faria

Editora: Porto Editora

Ano da Edição: Porto, 2010

 

O Velho que Lia Romances de Amor 

 

“António José Bolivar Proaño vive em Idilio, um lugar remoto na região amazónica dos índios shuar, com quem aprendeu a conhecer a selva e as suas leis, a respeitar os animais que a povoavam, mas também a caçar e descobrir os trilhos mais indecifráveis. Um certo dia resolve começar a ler, com paixão, os romances de amor que, duas vezes por ano, lhe leva o dentista Rubicundo Loachamin, para ocupar as solitárias noites equatoriais da sua velhice anunciada. Com eles, procura alhear-se da fanfarronice estúpida desses “gringos” e garimpeiros que julgam dominar a selva porque chegam armados até aos dentes, mas que não sabem enfrentar uma fera a quem mataram as crias.

 

Descrito numa linguagem cristalina e enxuta, as aventuras e emoções do velho Bolivar Proaño há muito conquistaram o coração de milhões de leitores em todo o mundo, transformando o romance de Luis Sepúlveda num ‘clássico’ da literatura latino-americana”.

in Contra capa

 

Título: O Velho que Lia Romances de Amor

Autor: Luis Sepúlveda

Editora: Porto Editora

Ano da Edição: Porto, 2009

 

Os Vários Sabores da Vida

 

“Londres, 1896, Robert Wallis, um boémio aspirante a poeta, aceita a proposta de um enigmático mercador de café para compor um ‘vocabulário de cafés’ que capte os seus variados e ricos sabores. Inebriado pelos seus arrebatadores aromas, e pela ainda mais arrebatadora presença de Emily, a filha do mercador, Robert apaixona-se perdidamente. O mundo de Emily é igualmente abalado por esta proximidade: a pouco e pouco, também ela descobre que não é possível despertar alguns sentidos sem desafiar outros.

 

A contragosto, Roberto parte para África em busca da origem do melhor café do mundo. O exotismo do continente africano apanha-o de surpresa. De deslumbramento em deslumbramento, Robert será apresentado à cerimónia tradicional abissínio do café pela mão de Fikre, a escrava de um homem poderoso. E quando Fikre se atreve a dar-lhe às escondidas um grão de café muito especial, tudo o que Wallis julgava saber – sobre café, amor e ele próprio – começa a ser questionado...

 

Uma arrebatadora e sensual história de amor que atravessa duas décadas e três continentes, Os Vários Sabores da Vida é um exótico e inesquecível festim para os sentidos, do autor de Receitas de Amor e Noivas de Guerra”.

 

in Contra capa 

Título: Os Vários Sabores da Vida

Autor: Anthony Capella

Editora: ASA

Ano da Edição: Lisboa, 2010 

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Período de Defeso das Lagostas

Brito-Semedo, 1 Ago 10

 

COURVOISIER, Des., 1993

 

Desde Fevereiro de 2005 entrou em vigor em Cabo Verde um dos mais importantes instrumentos de gestão pesqueira: o Plano de Gestão  dos Recursos da Pesca. Esta ferramenta visa a conservação e exploração racional dos recursos haliêuticos em prol do desenvolvimento sustentável do sector das Pescas. O plano indicativo (2004-2014), que contextualiza a problemática e define as grandes linhas e estratégias, foi elaborado no âmbito do 2º Plano de Acção Nacional para o Ambiente (PANA II) e a sua implementação tem sido feita através de planos executivos com duração de dois anos, terminando o actual a 31 de Dezembro de 2008.


Ao longo dos últimos 4 anos foram implementadas diversas medidas como a proibição de práticas consideradas nocivas e perigosas como a utilização de garrafas de ar comprimido no mergulho ou de dragas para a pesca do búzio-cabra; a reserva de uma zona exclusiva para as actividades da pesca artesanal dentro do limite das 3 milhas náuticas; a reserva de alguns recursos sensíveis (pequenos pelágicos, peixes de fundo, moluscos, lagostas e outros crustáceos) apenas para a frota nacional; a instituição de períodos de defeso e de tamanhos mínimos para algumas espécies, seja por estarem sobre-exploradas -como as lagostas costeiras e de profundidade- ou em risco de sobre-exploração -como a cavala-preta e a dobrada- ou em respeito pelo princípio da precaução definido no Código de Conduta para uma Pesca Responsável (FAO1995).


Neste quadro, e para evitar cenários de colapso já verificados noutras paragens, foi aprovado um conjunto de períodos de defeso para as lagostas de profundidade (01 de Julho a 30 de Novembro), para as lagostas costeiras (01 de Maio a 31 de Outubro) e para a cavala preta (01 de Agosto a 30 de Setembro). Foram ainda estabelecidos tamanhos mínimos de captura para a dobrada (17 cm de comprimento medida da ponta do rosto à barbatana caudal), lagosta rosa (11 cm de carapaça), lagostas costeiras (9 cm de carapaça) e cavala preta (18 cm de comprimento medida da ponta do rosto à barbatana caudal).


A promoção da iniciativa privada, a criação de condições atractivas que conduzam à modernização da frota e da indústria de transformação, o desenvolvimento dos recursos humanos e adopção de políticas para gestão equilibrada dos recursos haliêuticos constituem também preocupações do Governo para este sector.

O Programa de Desenvolvimento das Pescas contempla diversos investimentos na criação de infra-estruturas de desembarque e apoio como forma de contribuir para o aumento das capturas, para a melhoria da qualidade do pescado e para a segurança dos pescadores e na capacitação profissional, para a qual foi criado ISECMAR-Instituto de Engenharia e Ciências do Mar (São Vicente).


Através do Fundo de Desenvolvimento das Pescas (Decreto-Lei nº 25/94, de 18 de Abril), os operadores beneficiam de incentivos no quadro do SIAI-Sistema Integrado de Apoio ao Investimento Produtivo no sector das Pescas (Decreto-Lei nº 26/94, de 18 de Abril) e do Programa específico para o relançamento do sector.


A Direcção Geral das Pescas é a autoridade reguladora do sector das Pescas sendo sua atribuição a proposta de Políticas, Leis e Regulamentos. Existe um órgão consultivo do Governo, o Conselho Nacional das Pescas, presidido pelo Ministro, onde se discutem as opções para o sector e têm assento a Direcção Geral das Pescas, a Direcção Geral do Ambiente, a Direcção Geral da Marinha e Portos, Direcção Geral de Planeamento, a Fiscalização, Instituto de Marinha e Portos o Instituto Nacional de Desenvolvimento das Pescas e as Associações Empresariais.

 

in Câmara de Comércio Indústria e Turismo Portugal Cabo Verde

COURVOISIER, Des., 1993

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