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O Filme centra-se na história do diplomata português, Aristides de Sousa Mendes

 

O filme «O Cônsul de Bordéus», sobre o Acto de Consciência do diplomata Aristides de Sousa Mendes, foi rodado em Viana do Castelo pelos realizadores Francisco Manso e João Correa, da produtora Take 2000.

 
«O Cônsul de Bordéus» é protagonizado por Vítor Norte, no papel de Aristides de Sousa Mendes, o diplomata português que, à revelia de Oliveira Salazar, atribuiu cerca de trinta mil vistos a refugiados perseguidos pelo regime nazi em 1940.  Ao tomar a  decisão de seguir a sua consciência e conceder vistos a toda a gente, contrariando as ordens do governo de Salazar, o antigo cônsul de Portugal em Bordéus ajudou milhares de judeus e outros refugiados a escapar da França no momento da invasão e a encontrar refúgio em Portugal.


O argumento, que inclui  a personagem fictia de um jóvem refugiado que se torna num maestro famoso, é de João Nunes e António Torrado. Francisco Manso é o realizador português de filmes como «A Ilha dos Escravos» e «O Último Condenado à Morte».   João Correa é um cineasta português radicado em Bruxelas, Bélgica, secretário-geral da Aliança Mundial do Cinema, que investiga a vida de Sousa Mendes há cerca de dez anos.  Do elenco fazem parte ainda nomes como Carlos Paulo, no papel do rabino Chaim Kruger, que sensibilizou Sousa Mendes para o desespero dos refugiados, Leonor Seixas, São José Correia, Laura Soveral e Pedro Cunha.


A produção de “O Cônsul de Bordéus” está calculada em cerca de  3 milhões de euros e beneficia de um subsídio de 650 mil euros do ICA-Instituto do Cinema e Audiovisual, e conta com parceiros espanhóis e belgas.  Haverá uma versão dobrada em francês, para distribuição em países francófonos, e o filme entrará nos circuitos comerciais dos países de língua espanhola e francesa, admitindo-se ainda a hipótese de vir a ser feita uma versão em língua inglesa.

A estreia mundial do filme terá lugar numa Gala Europeia em Bruxelas, Junho de 2010, a tempo de assinalar o 70º aniversário do Acto de Consciência.

Aristides de Sousa Mendes morreu em 1954 e foi reconhecido como Justo entre as Nações (Righteous Gentile) pelo Yad Vashem em 1967.  Sousa Mendes levou a cabo a primeira e uma das maiores iniciativas individuais de salvamento de refugiados logo no início da Segunda Grande Guerra Mundial entre 17-24 de Junho de 1940, quando mal se vislumbravam todos os horrores que teriam lugar nos anos seguintes. Conta a história que Sousa Mendes sofreu grande angústias ao ter que escolher entre a voz da sua consciência e a obrigação de seguir as ordens superiores que constavam da terrível Circular 14 do Ministério dos Negócios Estrangeiros. 

 
No mesmo momento fatídico, Charles de Gaulle partia de Bordéus e prepara-ve  também em solidão para lançar o apêlo "à la résistance" a 18-Junho-1940, a partir de Londres.


Espera-se que ese filme ajude a fazer justiça ao grande homem que foi este  ‘Schindler’ português.

 

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