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Recordando Adriano Duarte Silva

Brito-Semedo, 26 Abr 11

 

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Adriano Duarte Silva

 

(S. Vicente, 12 de Janeiro de 1892 – 23 de Julho de 1961)

 

 

Adriano Duarte Silva era filho do advogado Roberto Duarte Silva. Estudou no Colégio de S. Fiel, em Coimbra, na faculdade de Direito e Ciências Sociais. Um ano antes da sua formatura, que completou com 20 anos de idade, foi secretário do Ministro da Justiça, que era ao tempo, seu primo, Dr. Martinho Nobre de Melo, no governo de Sidónio Pais.

 

Assim, concluído o seu curso, ingressou na magistratura Colonial, vindo a ocupar, na antiga Comarca de Barlavento, em Santo Antão, o cargo de Conservador de Registo Predial. Durante quase toda a sua permanência naquela Comarca exerceu, como substituto legal, o cargo de Juiz de Direito, que desempenhou com maior elevação, apesar de ainda jovem.

 

Transferido para a comarca de Moçâmedes, em Angola, ali permaneceu algum tempo, mas deixou a magistratura, que era uma prometedora esperança, para vir fixar-se em São Vicente, sua terra natal, com banca de advogado. Mais tarde, foi nomeado Professor do Liceu de São Vicente, em sessão extraordinária de 11/04/1922, cargo que exerceu com maior proficiência durante algumas dezenas de anos, tendo desligado do serviço para efeitos de aposentação. Alem das suas funções oficiais, exerceu nesta ilha de S. Vicente os cargos de Vice-Cônsul de Espanha, Brasil e França.

 

Foi condecorado pessoalmente pelo presidente da República Portuguesa, aquando da sua primeira viagem presidencial às antigas Colónias com o Grau de Comendador da Ordem Militar de Cristo e, após alguns anos, também foi agraciado pelo Governo Francês, com a Legião de Honra. Como Deputado à Assembleia Nacional portuguesa representou esta antiga Colónia, no Parlamento, com maior galhardia e entusiasmo, tendo prestado assinalados serviços a bem de Cabo Verde.

 

Adriano Duarte Silva.jpeg

 

Este nosso grande patrício foi Professor e Reitor do Liceu de São Vicente durante décadas, exercendo o professorado com grande competência e erudição tendo sido símbolo perfeito do “homem cordial”, como alguém teria dito. A maioria da população de Cabo Verde jamais esquecerá a memória de quem foi um dos mais dilectos e eminentes filhos de Cabo Verde de todos os tempos.

 

Era um homem extremamente honesto e humano, de personalidade fascinante, fazendo da sua nobre profissão um sacerdócio, quer como Professor, quer como Magistrado e como cidadão exemplar, proclamando com orgulho no Parlamento a sua origem cabo-verdiana. O Arquipélago de Cabo Verde teve nele um lídimo representante na Assembleia Nacional Portuguesa durante 16 anos, quando os interesses da sua terra e os direitos e a defesa legítima dos seus conterrâneos eram preteridos.

 

Com a magia da sua naturalidade, a sua voz erguia-se veemente junto às instâncias superiores, com aquela sua elegância verbal e desassombrada que lhe eram peculiares, porém acompanhada de bom senso e coerência. Ali conquistou deste modo e pelas suas altas qualidades intelectuais e morais, grande respeito e simpatia dos seus companheiros de trabalho.

 

Através dos 16 anos que foi nosso defensor acérrimo no Parlamento Português, lutou tanto para que visse coroado de êxito um dos seus grandes objectivos, a construção do cais acostável de S. Vicente, inaugurado em 3/5/1961 e do cais do Porto Novo, inaugurado em 2/9/1962.

 

in "Na Terra" (Ler o artigo completo aqui).

 

 

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