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Morreu Manuel Brito, Glória do Andebol

Brito-Semedo, 29 Mai 11

 

Manuel Brito

 

(S. Vicente, 4.Dez.1948 – Lisboa, 28.Maio.2011

 

 

Ingressou no andebol júnior "leonino" em 1964. Como jogador defendeu as cores do Sporting durante 23 anos e representou o Clube TAP durante uma temporada.

 

Em 1965/66 sagrou-se Campeão Nacional de andebol júnior de sete e de onze. Na época de 1966/67 voltou a ganhar o campeonato de juniores de onze.

 

Na categoria principal sagrou-se Campeão Nacional de1968/69 a 1972/73, integrando a célebre equipa dos "pentacampeões".

 

Passados quatro anos voltou a ganhar o campeonato nacional de 1977/78 a 1980/81.

 

As Taças de Portugal ganhas por Joaquim Manuel Brito foram cinco, em 1971/72, 1972/73, 1974/75, 1980/81 e 1982/83.

 

Foi um dos melhores jogadores de sempre do andebol português, sendo internacional por 57 vezes, participando, entre outras competições, em dois Campeonatos do Mundo e nos já extintos Jogos Luso-Brasileiros, conquistados pelo Sporting, em representação de Portugal.

 

Como técnico esteve ligado durante anos aos escalões de formação de andebol do Sporting, num percurso cheio de brilharetes. Em 1994/95 subiu os juniores à I Divisão, e na temporada seguinte a equipa viria a sagrar-se Campeã Nacional.

 

Na época de 97/98 os juniores conseguiram apenas o segundo lugar no campeonato, mas conquistaram a Taça de Portugal, novamente com Manuel Brito como técnico.

 

O trabalho de base nos escalões de formação continuaria a ser visível com as vitórias nos Torneios Internacionais de Almada e do Benfica e a chamada de diversos jogadores "leoninos" para a selecção nacional de sub-20.

 

 

Assumiu por três vezes o comando da equipa principal de andebol do Sporting, tendo também passado pelo Boa Hora e Clube TAP.

 

Em 1988/89 orientou pela primeira vez a equipa «leonina» conquistando frente ao Benfica, no pavilhão de Loures, a Taça de Portugal.

 

Na época de 94/95 substituiu António Cunha e João Gabriel regressando depois à liderança do escalão júnior.

 

Mas em 1997/98 a direcção "leonina" viria a socorrer-se novamente da «prata da casa», chamando Manuel Brito para substituir Luís Hernâni e Carlos Silva. Um regresso em grande, já que o Sporting viria a encerrar a época com a conquista da Taça de Portugal.

 

Entre muitas outras conquistas, Manuel Brito foi ainda distinguido com vários galardões, entre eles, o Prémio Stromp, a Medalha de Mérito do Sporting, a menção de honra do Comité Olímpico de Portugal e o Prémio Rugidos de Leão. (Fonte)

 

 

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'A Noite das Mulheres Cantoras'

Brito-Semedo, 28 Mai 11

Há uma pergunta que percorre este romance de Lídia Jorge, da primeira à última página: Quantas vítimas se deixa pelo caminho para se perseguir um objectivo? A acção do romance decorre no final dos anos 80 do século XX e invoca um tema de inesperada audácia – o da força da idolatria e a construção do êxito – visto a partir do interior de um grupo, narrado 21 anos mais tarde, na forma de um monólogo.


Como é habitual na obra da autora, a questão social é relevante – a força do todo e a aniquilação do indivíduo perante o colectivo são temas presentes neste livro. Mas aqui, tratando-se de um grupo fechado e dominado pela música, a parábola social submerge perante a descrição de um ambiente de grande envolvimento humano e de densidade poética.


Servido por uma narrativa ao mesmo tempo rude e mágica, A Noite das Mulheres Cantoras propõe a quem o lê a história de seis figuras que passam a viver para sempre no nosso imaginário.


A história de amor comovente que une as duas personagens principais, Solange de Matos e João de Lucena, é, por certo, um daqueles episódios que iluminam a realidade e tornam indispensáveis a grande literatura sobre a vida de hoje, com os ingredientes próprios da cultura dos nossos dias.

 

Críticas de imprensa

«Romance contemporâneo sobre a construção do êxito, pode-se dizer, sem risco de controvérsia, que A Noite das Mulheres Cantoras revisita o Portugal dos eighties. Tudo aí vai dar, mesmo o Mahler que incendeia certa casa da Praça das Flores, entalado entre Grieg e um sucesso da banda: «Ah! Afortunada, afortunada / Por isso esta canção / Te dá tudo / E não quer nada…» Muito interessante o modo como Lídia ilustra o despertar da libertinagem pequeno-burguesa, estocada final nas convenções: «Todos nus à piscina! [...] O slip do José Alexandre era escuro, mas o do Lucena era claro, e quando saltava e se movia era como se estivesse nu...» Com o estardalhaço próprio de iniciados, as pessoas comuns tomavam as prerrogativas dos eleitos (alta sociedade, artistas). Chegando na hora certa, aquela banda de mulheres talentosas, altas e bonitas, trouxe o ímpeto do futuro. Mais-valia: Lídia escreve com linearidade (vantagem de quem tem voz própria), sugestionando o leitor com delicadas incursões no universo psicológico das suas personagens.»

Eduardo Pitta, Público


« A Noite das Mulheres Cantoras é um romance exemplar tanto na representação das relações sociais entre as personagens quanto na vertente histórica. […] funciona como um poderoso aguilhão da memória pessoal, que certamente encantará os leitores.»

Miguel Real, JL (Fonte)  

 

Lídia Jorge

 

Romancista e contista portuguesa. Nasceu em 1946, no Algarve. Viveu os anos mais conturbados da Guerra Colonial em África. Foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social. É professora do ensino secundário e publica regularmente artigos na imprensa. O tema da mulher e da sua solidão é uma preocupação central da obra de Lídia Jorge, como, por exemplo, em Notícia da Cidade Silvestre (1984) e A Costa dos Murmúrios (1988). O Dia dos Prodígios (1979), outro romance de relevo, encerra uma grande capacidade inventiva, retratando o marasmo e a desadaptação de uma pequena aldeia algarvia. O Vento Assobiando nas Gruas (2002) é mais um romance da autora e aborda a relação entre uma mulher branca com um homem africano e o seu comportamento perante uma sociedade de contrastes.

 

Título: A Noite das Mulheres Cantoras

Autor: Lidia Jorge

Editora: Dom Quixote

Edição: 2011

 

 

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