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 Nha Dona

 

Cada ruga do seu rosto esconde uma mágoa secreta. A dobra das suas costas transporta o peso dos longos e fadigados anos da sua vida. Repetindo um ritual quotidiano, nha[1] Dona prepara a catchupa[2]. Acocorada diante do improvisado fogão, abana as brasas do carvão para alimentar o fogo. A colher de pau repousa entalada entre a tampa e o caldeirão depois de ter dado uma volta ao manjar que fervilha ao lume. A serenidade estampa-se no seu rosto, acentuada por um sorriso cheio de doçura. Em que pensará nha Dona nesse preciso momento? Nas saudades dos filhos embarcados e dos netos que não vê crescer? Ou estará a dar graças a Deus por mais aquela refeição em tempo de seca prolongada?

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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