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Desenho de Djossa
 

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“Esse desenho de Djossa é um de nha preferência. Quel ar de desgraçode daquele que tita levá chitada, ta oiá pa ques pedra que vencedor de forma determinode tita exibe...” – Maria Margarida Alfama Fragoso, Lisboa

 

“É realmente muito expressivo, Cara de quem ti ta fazê batota… Jogo de uril, pa mim um sodade, nha primere jogue cme ta jga que nha Avô.” – Judith M. Wahnon, EUA.

 

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Recordando o Poeta José Lopes

Brito-Semedo, 1 Out 11

 

José Lopes.jpeg

Foto Arquivo Histórico Nacional (IAHN), Praia

 

 

Professor e Poeta José Lopes da Silva

 

(São Nicolau, 15 de Jan. de 1872 – 02 de Set. de 1962)

 

 

 

Natural da ilha de S. Nicolau, onde nasceu em 1872, José Lopes da Silva aprendeu a ler com o cónego Machado e estudou no Seminário-Liceu, cujo curso completou e foi aluno do cónego Joaquim da Silva Caetano.


Autodidacta, mais tarde aprendeu por si mesmo a língua inglesa. Na sua ilha natal privou com poetas e intelectuais como Custódio José Duarte e Alfredo Troni.

 

Sendo órfão de pai, teve que procurar trabalho desde cedo e começou por assentar praça, aos quinze anos, em 1887, na 1.ª Companhia de Polícia na Praia, onde conheceu e foi amigo dos poetas Guilherme Dantas e Luiz Medina de Vasconcelos. Depois foi colocado em S. Vicente, mas desistindo da carreira militar foi para a ilha da Boa Vista onde se casou.

 

Em 1891 emigrou para Angola, a  convite de Alfredo Troni, que o empregou na sua fazenda de Hoco, no Cazengo, tendo também trabalhado em Oeiras, próximo do rio Lucala. Esta foi a sua única ausência do arquipélago durante toda a sua vida. Acometido por uma grave biliosa, regressou a Cabo Verde para nunca mais abandonar as suas ilhas. Voltou à cidade da Praia onde trabalhou na Casa Serra.

 

O Governador Serpa Pinto, que apreciou as suas qualidades literárias, nomeou-o professor do ensino primário e foi colocado na ilha da Boa Vista. Ali viveu seis anos (1894-1900) durante os quais desenvolveu uma intensa actividade cultural.

 

Foi transferido para a Escola Principal da Vila de Ponta de Sol, ilha de Santo Antão. Nesta ilha, onde viveu 28 anos (1900-1928) e foi professor do futuro catedrático Martinho Nobre de Melo, manteve, pelo menos desde 1900, uma escola particular do ensino das línguas francesa e inglesa e de História e Geografia, escola que o governo da província subsidiou desde aqule ano tendo em conta quer o ensino na referida escola era profícuo o que se provava pelo elevado número de alunos apresentados a exame nas matérias leccionadas pelo referido professor.

 

Por nomeação do Governador, que também era poeta, foi por três anos (1928-1931), professor do Liceu Infante Dom Henrique, na ilha de S. Vicente, onde se reformou e passou a viver.

 

Foi agente consular do Brasil e da França e possuía condecorações nacionais e estrangeiras como a comenda da Ordem do Infante Dom Henrique, que lhe foi entregue na sua própria casa pelo então ministro do Ultramar Adriano Moreira, em 1962; a Legião de Honra da França foi-lhe conferida pelo General de Gaulle (pelo seu soneto “La France”, escrito durante o período da Resistência na 2.ª Guerra Mundial); foi elevado ao grau de Pupilo do Império Japonês pelo imperador Hiro-Hito (pelo seu poema heróico em louvor do Japão a propósito da Guerra Russo-japonesa, 1905); o seu poema “Helvétia” foi declarado património da Suíça; foi admitido nas Academia Francesa, etc.

 

Por Decreto Presidencial N.º 3/95, de 2 de Fevereiro, foi agraciado, a título póstumo, pelo Presidente da República de Cabo Verde, Dr. António Mascarenhas Monteiro, com o Segundo Grau da Ordem do Dragoeiro e a Primeira Classe da Medalha de Mérito. Na cidade do Mindelo tem um busto em sua memória numa praça com o seu nome, perto da casa onde residiu.

 

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Ribeira Brava, S. Nicolau, Berço Natal do Poeta José Lopes

 

 

– Informações recolhidas na obra de João Nobre de Oliveira, A Imprensa Cabo-Verdiana. 1820-1975. Macau, Fundação Macau e D.S.E.J., 1998

 

 

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Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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