Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Pó de (di) Bruma

Brito-Semedo, 29 Nov 11

 

O projecto “Pó de (di) Bruma” nasceu do encontro entre dois portugueses em Cabo Verde. Pretende ouvir as vozes do quotidiano das pessoas e das paisagens do arquipélago, quer pelas imagens, quer pelas palavras. Um olhar nem autóctone, nem estrangeiro, apenas pessoal, de um país e das suas gentes.

 

Tó Gomes, fotógrafo, nasceu em Caldas da Rainha, Portugal, mas mora há já doze anos na cidade da Praia, onde já desenvolveu várias actividades, da informática à restauração. Já participou, com os seus trabalhos em várias exposições e é co-autor dos livros “Olhar a Urbe” e “Essência e Memória”, nos quais publicou fotos com Cabo Verde como pano de fundo.

 

Luís Rodrigues, de 28 anos, natural de Portalegre, Portugal, é professor na Universidade de Santiago em Cabo Verde, país onde reside há dois anos. Desde cedo se habituou a procurar nas palavras, suas e dos outros, um som que quebre a monotonia da realidade. “Pó de (di) Bruma” é o seu primeiro trabalho de poesia.

  

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

 Luís Silva, Paris

 

Amílcar Cabral, poeta e homem político, consciente da importância da tradição oral caboverdiana, recorreu à morna para explicar ao nosso povo as razões da nossa luta de libertação contra o colonialismo português. Num discurso pronunciado na Unesco, este grande  activista cultural e político dizia que «a luta de libertação é um acto cultural» e assim convocava os artistas caboverdianos de todas as latitudes para participar na luta.  Através da música as mensagens de libertação estendiam-se a todas as classes sociais, na sua diversidade racial e cultural, através de um sentimento de unidade, fundamental para o sucesso da luta de libertação.  Em todas as latitudes onde viviam caboverdianos, o apelo da morna chegava a convidar os caboverdianos a participarem na luta pela Independência de Cabo Verde.

 

Num movimento de libertação não participam simplesmente aqueles que estão na luta armada: no caso caboverdiano, a diáspora teve um papel importante no seio do movimento de libertação, tanto no plano político como económico, a cujo esforço se juntou o de estrangeiros ligados a Cabo Verde, entre os quais portugueses que participaram na nossa luta de libertação. Se o movimento nacionalista caboverdiano começou na comunidade caboverdiana do Senegal, nos fins dos anos cinquenta na sequência das independências africanas, foi  na comunidade emigrada na Holanda, país de grande tradição democrática na Europa e onde o engajamento  das artes plásticas e a música são garantes da democracia, que os caboverdianos  começaram a desmontar o mecanismo colonial, como também através das viagens que fizeram pelo Mundo.

 

Se na verdade as viagens formam os homens, acontece que o conhecimento de culturas e civilizações diferentes permitiram aos caboverdianos ter um olhar crítico sobre a nossa sociedade colonial, repensar Cabo Verde a todos os níveis, principalmente nos aspectos sociais e culturais, fazendo novas propostas para as mudanças necessárias que passariam pela autonomia e independência.  O próprio projecto de conquista da emancipação económica exigia então novos valores, novas práticas de vida na dignidade e liberdade.  O emigrante caboverdiano no seu sonho diário queria um outro país pelo qual, havia mais duzentos anos, se sacrificava pela sua sobreviência física e cultural.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pág. 1/22

Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

Comunidade

  • Reyan

    Só música de qualidade! Instrumentos de corda real...

  • Anónimo

    Oi sou cabo-verdiano, estou aqui de passagem, esto...

  • Regiane

    Exelentes musicas . Me faz recordar o tempo do meu...

subscrever feeds

Powered by