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Minha ilha, minha prisão

Brito-Semedo, 2 Nov 11

  

Meu irmão ilhéu,

Este poema é teu

Minha ilha, meu paraíso imaginário, meu mundo

Minha ilha tão bela com o seu solo seco, imundo

Minha ilha sem ribeiros sem chuva sem Inverno

Minha ilha que me enclausura como num inferno

 

Minha ilha de fortes tentáculos tão imprevisíveis

Como sórdidos, também sabidos, imperceptíveis.

Ilha que segurou definitivamente o meu coração

Que não me doou uma alternativa ou compaixão

 

Ilha com as colinas e o seu Monte que é de Cara

Sua gente dedicada e resignada que nunca pára

O seu Porto que foi Grande e muito frequentado

Eu, meu corpo aqui meu espírito lá acorrentado.

 

Ilha com as praias de areia branca de rara beleza

Com seu céu azul e o mar límpido de anil e pureza

Das tamareiras e coqueiros mirrados por esse sol

Tropical, abrasador mas salutar, sem outro igual.

 

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