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Badias

Brito-Semedo, 14 Dez 11

 

 

Arquitecto Pedro Gregório, trabalho publicado no “Suplemento Cultural”, 1958

 

 

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O Sono da Pomba

Brito-Semedo, 13 Dez 11

 

 

 

Há momentos em que a noite

É a sombra resignada das ilusões.

Todas as palavras se tornam inócuas

No deserto árido e sombrio,

Onde  nem sequer já florescem

Os deuses de pedra de outrora.

As flechas choveram de todos os lados,

Ignorando as badaladas do sino de prata.

E eis que só tu, pomba branca,

Tiveste a premonição da distância

Que vai da palavra ao tiro certeiro.

Foste até onde te consentiram tuas asas

E só paraste quando o horizonte acabou.

A noite cai pesada como chumbo

E cada um tece a sua mortalha.

Mas tu, pomba branca, podes dormir

O sono tranquilo da inocência.

 

- Adriano Miranda Lima, Tomar, Portugal

 

 

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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