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Num Portugal atordoado pelo fim da I República, Florbela separa-se de forma violenta de António. Apaixonada por Mário Lage, refugia-se num novo casamento para encontrar estabilidade e escrever, mas a vida de esposa na província não é conciliável com sua alma inquieta. Não consegue escrever nem amar. Ao receber uma carta do irmão Apeles, oficial da Aviação Naval e de licença em Lisboa, Florbela corre em busca de inspiração perto da elite literária que fervilha na capital.

 

Na cumplicidade do irmão aviador, Florbela procura um sopro em cada esquina: amantes, revoltas populares, festas de foxtrot e o Tejo que em breve verá o irmão partir num hidroavião. O marido tenta resgatá-la para a normalidade mas, como dar norte a quem tem sede de infinito? Entre a realidade e o sonho, os poemas surgem quando o tempo pára. Nesse imaginário febril de Florbela, neva dentro de casa, esvoaçam folhas na sala, panteras ganham vida e apenas os seus poemas a mantém sã. Por isso, Florbela tem que escrever!

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Os Livros e o Cinema

Brito-Semedo, 21 Mar 12

 

A adaptação de romances para o cinema não é um conceito original, pois desde os primórdios da sétima arte que se utiliza as obras literárias para produzir filmes.

 

Considerando o caso português, em 1912, foi adaptada por João Tavares a obra de Camilo Castelo Branco, “Carlota Ângela”.

 

Durante os anos vinte, a indústria do cinema em Portugal dedica-se principalmente à adaptação de clássicos literários, convidando realizadores estrangeiros para a direcção dos projectos.

 

Assim:

 

- Georges Pallu filma em 1921 “Os Fidalgos da Casa Mourisca” de Júlio Dinis, e em 1922 faz uma adaptação do romance “O Primo Basílio” de Eça de Queirós.

 

- Roger Lion realiza em 1923, o drama de Virgínia de Castro e Almeida “A Sereia de Pedra”, baseado no seu romance “Obra do Demónio”.

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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