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O Meu 1.º de Maio de Diazá

Brito-Semedo, 31 Mar 12

 

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Casa de esquina onde nasci, Chã de Cemitério, Mindelo. Foto Maria Catela, 2010 

 

 

“A memória nostálgica dos lugares encantatórios […], a vila da infância. Dessa infância, donde vêm as imagens e as emoções que norteiam a vida. Toda a vida: não há flecha que não tenha o arco da infânica” - Manuel Alegre, in Alma, 1995

 

O parto, ocorrido na casa da Chã de Cemitério, na cama da Nha Liza, foi muito difícil e trabalhoso – só viria a acontecer muito tarde da noite, eventualmente de madrugada, depois de muito trabalho – porque o menino era muito gordinho e preguiçoso e a mãe, inexperiente, não ajudava muito.

 

A Nha Júlia, nossa vizinha e minha parteira, contava-me este último episódio vezes sem conta, dizendo naquele seu jeito maroto, que eu tinha “maltratado” muito a Xanda e que, até ela (Nha Júlia) morrer, eu não lhe poderia pagar pela canseira que teve comigo.­ É que ela ficou com o pescoço intriço[1] por quinze dias, pela forma como a Xanda a agarrou durante as contrações e na hora da expulsão da criança!

 

Sempre fui uma criança muito agitada, com “bicho-carpinteiro no corpo” como diziam, e a Xanda relacionava isso com o facto de eu ter nascido nas vésperas da festa de Santa Cruz (1.º de Maio), na Salamansa, dia de muita trupida[2], do tocar-tambor, do colar[3] e de muita confusão, seguida das festas juninas de Santo António e São João, na Ribeira de Julião, e de São Pedro, em São Pedro.

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“Cabo Verde – Visto por caboverdeanos”, do Programa 'Arco Íris', da Rádio Barlavento
 
 

 

 

Santo Antão

 

A ilha de Santo Antão, descoberta por Diogo Afonso a 17 de Janeiro de 1461, foi doada por El Rey D. Afonso V em 1462 a D. Fernando, sobrinho do Infante D. Henrique e filho primogénito do Duque de Bragança, tendo voltado por sua morte aos domínios da coroa.

 

Em 1489, El-Rey D. João II fez doação de todas as ilhas de Cabo Verde, entre elas portanto a de Santo Antão, ao Duque de Beja.

 

Em 1493, figura Santo Antão num dos documentos mais importantes do século XV, pois por ela passa a linha em que pelo tratado de Tordesilhas, Portugal e Espanha com a sanção do Papa, dividiram entre si o Mundo.

 

Em 1548, para premiar os serviços prestados na Índia pelo capitão da Fortaleza de Diu, D. Manuel de Sousa, doou-a D. João III a um sobrinho daquele capitão Gonçalo de Sousa, já no reinado de Filipe I, foi doada em 1593 a D. Francisco de Mascarenhas que também foi agraciado com o título de Visconde de Santa Cruz de Santo Antão.

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