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'Cinema d' Nôs Terra', no Mindelo

Brito-Semedo, 10 Jan 13

 
 

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Apontamento Sobre a Voz na Morna

Brito-Semedo, 9 Jan 13

 

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Hermínia da Cruz Fortes (São Vicente, 17.Set. 1941 – Sal, 7.Fev. 2010)

 

 

A tradição oral sugere que as vozes da Morna antiga eram femininas e de cariz gutural. Talvez uma das últimas representantes, linha directa das ‘cantadeiras’, foi a cantora Hermínia, falecida em 2010.

 

O testemunho do António Aurélio Gonçalves, amador de música e da Morna, é verosímil. Segundo ele, a morna da Brava, cantada com voz mais adocicada, mais suave, teria chegado a S. Vicente por volta de 1916. Foi a partir de S. Vicente, em contacto com o canto do Brasil e do tango da Argentina que as vozes femininas e masculinas começaram a ter uma singular ‘catedral’, menos gutural, mais brilhante e romântica, algo nostálgica e melancólica. Entre outros, Bana, Ildo Lobo, Djack Monteiro, Cesária Évora, Fernando Queijas, Fantcha, Maria Alice, Titina, são os mais representativos desta forma de cantar a Morna.

 

Em S. Vicente, muitas vezes os mestres compositores escolhiam eles próprios essas vozes que educavam nas noites de serenata, nos bares, nos convívios, nos bailes. Ti Goi, compositor, foi um talentoso ‘descobridor’ dessas vozes. A rádio Club tinha também essa vocação e também a Rádio Barlavento: faziam-se gravações em discos de 78 rotações e os produtores dessa época tinham bom gosto, intuição, paciência, entusiasmo.

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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