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 Planta de Localização do Projecto
 

- Guilherme Mascarenhas

 

Docente do Departamento de Engenharia e Ciências do Mar (DECM), Uni-CV; Membro da direção do Núcleo de Energias Renováveis; Mindelense, praticante de mergulho e frequentador assíduo da Laginha

 

O Projeto de “Alargamento do Terrapleno, Construção da Nova Via de Acesso na Zona Nordeste do Porto Grande & A Construção de um Esporão na Zona da Praia da Laginha”

 

O projeto prevê a criação, de quatro faixas de 3m cada, para sair do Porto, duas de 3m para entrar, uma faixa de estacionamento de cada lado, com 3,5 m de largura cada e 1 passeio para circulação pedonal com uma largura mínima de 2,5 m, totalizando cerca de 27,5 m, que serão conquistados ao mar. Será ainda aumentada a área do terrapleno já existente, totalizando para esses dois casos uma área de expansão do terrapleno prevista de 25.000 m2 (Será conseguida à custa da translação da retenção marginal norte cerca de 110 m numa extensão de 210 m).

 

Propõe-se também, um avanço de 60 m, sensivelmente paralelo à linha de água, do areal da praia atual, usando areias de granulometria idêntica às existentes. O volume de areia a colocar na Praia é estimado em cerca de 150.000 m3. Para proteger uma captação de água salgada para alimentação da central dessalinizadora do Mindelo, a norte da praia atual, será construído um esporão de contenção das areias colocadas na praia, para impedir que estas venham a atingir a zona da captação. O esporão de contenção das areias, localizar-se-á a cerca de 400 m a norte do limite do alargamento do terrapleno portuário. Terá 130 m de comprimento, entre o enraizamento, junto ao muro marginal, e o centro de rotação da cabeça.

 

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Esporão na Praia da Laginha - Parte I

Brito-Semedo, 16 Fev 13

Vista do Cais Acostável do Porto Grande, Mindelo

 

- Guilherme Mascarenhas

 

Docente do Departamento de Engenharia e Ciências do Mar (DECM), Uni-CV; Membro da direção do Núcleo de Energias Renováveis; Mindelense, praticante de mergulho e frequentador assíduo da Laginha

 

Apesar de ter conhecimento do projecto há algum tempo só agora decidi escrever o artigo pois pensei que a Direção Geral do Ambiente não iria aceitar a versão actual do projecto. Não sendo eu político, nem biólogo marinho, fiquei à espera que outros se posicionassem. Infelizmente isso não aconteceu e perante a minha percepção da gravidade do que poderá acontecer, como conhecedor do mar da Laginha e interessado pela biologia marinha, procurei durante estes últimos dez dias, apesar das minhas muitas limitações em conhecimento e disponibilidade de tempo, elaborar um artigo que consciencialize os nossos governantes e a população em geral, da grande riqueza que temos na Laginha, “à porta das nossas casas”, um “canal Odisseia” nosso, que não gasta energia e é de graça e para todos nós. Seria interessante se os nossos decisores e a população se disponibilizassem para, apenas com uma máscara de mergulho e um tubo, apreciar o que há lá, e terem uma noção clara do que estamos em risco de perder.

 

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