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Morreu Óscar Lopes

Brito-Semedo, 23 Mar 13

 

Óscar Luso de Freitas Lopes

 

(Leça da Palmeira, 2.Out.1917 – Porto, 22.Março de 2013)

 
 

Considerado como um dos grandes historiadores da literatura portuguesa, é o autor, com António José Saraiva, de História da Literatura Portuguesa e de A Busca do Sentido.

 

Óscar Lopes nasceu em 1917 em Leça da Palmeira e aos 19 anos mudou-se para Lisboa, para estudar Filologia Clássica, na Faculdade de Letras, formação complementada mais tarde em Coimbra, com cadeiras de Histórico-Filosóficas. Os seus primeiros primeiros textos foram sobre música e para um pequeno jornal de Sintra. Óscar Lopes era um amante de música e chegou mesmo a fazer o curso do Conservatório de Música do Porto.

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Amiro Faria (Autor) Germano Almeida (Apresentador), João Gomes (Presidente dos Rotary) e
Ana Cordeiro (Representante da Ilhéu Editora )
 
 

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'O Bordo É Livre'

Brito-Semedo, 22 Mar 13

 

Estou aqui na qualidade de editor mas também de amigo do autor, engº Amiro Faria,  que me honrou com o convite para apresentar o seu livro O Bordo É Livre.

 

Mas devo também desde já dizer que este foi um daqueles convites que uma pessoa aceita com agrado porque O Bordo É Livre é um livro que se lê com prazer e se chega ao fim e continua-se dentro dele e pensa-se, "bem que podia ser um bocadinho mais comprido, não me importava de continuar a ler um pouco mais".

 

Creio que acontece desse modo, porque estar a bordo de O Bordo é estar dentro, é estar a bordo, da cidade do Mindelo: da sua vivência, das suas gentes, das suas figuras carismáticas e características, mas também das suas paródias e anedotas e má língua, das suas festas, enfim, da sua vida inteira com todas as suas alegrias e tristezas e misérias. Como escreve o autor, em Mindelo no tempo em que o seu personagem desembarcou na cidade, “respirava-se um clima de vida alegre, tanto para ricos como para pobres. A chacota, os insultos irónicos, as partidas dirigidas a determinadas vítimas eram a ocupação dos tempos livres e a especialidade de uns tantos mindelenses”. É verdade que hoje já não é tanto assim, porém esse clima de boemia ainda se respira nesta cidade.

 

Para contar a sua estória de Mindelo, que é a Mindelo que ele conheceu e onde viveu desde menino, Faria cria um personagem de nome Joaquim Gonçalo Costa e é através deste personagem que vamos acompanhando, em pinceladas, algumas breves, outras mais demoradas, porém todas sempre bem humoradas, e até algumas vezes bem cáusticas, a cidade do Mindelo desde os inícios dos anos 1900 até mais ou menos 1960, que é praticamente a duração da vida útil do personagem Gonçalo Costa.

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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    Muito bom o livro! 

  • Anónimo

    Muito obrigada por nos presentear com estas inform...

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    Olá, realmente esse ritmo é contagiante, fico me i...

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