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Mia Couto partilha Prémio Camões

Brito-Semedo, 11 Jun 13

Escritor Mia Couto, Presidentes Dilma Rousseff (Brasil) e Cavaco Silva e Primeiro Ministro Passos Coelho (Portugal)
 

O escritor Mia Couto recebeu, segunda-feira, o Prémio Camões, partilhando-o com a gente anónima de Moçambique e tomando-o como uma celebração do que ainda há por fazer no que respeita à língua portuguesa.

 

«Pensamos que um prémio serve para celebrar o que já fizemos. Prefiro pensar que se trata de celebrar o que há ainda por fazer, e quanto nos falta realizar a todos nós para que seja mais viva e mais verdadeira esta família que celebramos na nossa língua comum», disse Mia Couto, que recebeu o galardão das mãos dos presidentes português, Cavaco Silva, e brasileira, Dilma Rousseff, no Palácio de Queluz.

 

Durante o seu discurso, o autor lamentou que os povos que falam português têm sido esquecidos e exultou a luta pela independência de Moçambique.

 

Já o Presidente da República felicitou a presença de Dilma Rousseff em Portugal no dia de Camões, bem como o escritor Mia Couto, considerando-o «um dos mais reconhecidos e versáteis autores da lusofonia contemporânea».

 

«Mia Couto reconstrói o tempo e o modo moçambicanos, as tradições e a oralidade da sua terra natal, aquela que foi terra sonâmbula e hoje constitui um dos países mais promissores do continente africano», disse.

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'4 Notas na cidade'

Brito-Semedo, 10 Jun 13

Obra em pastel seco, autoria de António Brito
 
Em 1997-1998 comecei a notar que as vendedeiras de peixe na cidade do Mindelo que vão pelas ruas, sobretudo nos subúrbios, apregoando alegremente o peixe fresco que propunham, muitas vezes cantavam numa tonalidade que era modificada a favor da tonalidade que os galos cantavam (em pleno dia). Vendedeiras e galos cantavam normalmente em La, na frequência 440 Hz, frequência estandardizada internacionalmente para a afinação dos instrumentos. Comecei até a afinar, de vez em quanto, o meu violão pelas vendedeiras quando se aproximavam dos galos. Parece anedótico mas é verdade e é uma observação científica que pode ser ainda (talvez) comprovada.


Transcrevi o pregão de ‘oli cavala fresk’ (o-li-ca-va-la fre_s-k): sete figuras musicais, 4 notas também na tonalidade de la menor.

 
Tempos depois, nas minhas caminhadas no litoral da ilha, este pregão começou a apanhar forma musical, com harmonia e ideias de orquestração. Iniciei então a compor uma peça para clarinete e orquestra de cordas, que, para além de ter a ‘pincelada’ do pregão, começou a ter a ‘alma da Morna’. Terminei esta peça em 2000, a qual intitulei ‘4 Notas na cidade’.

 

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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