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Foto Presidência da República

 

Armon nôs ê livre Independente,

Dixam dob um grande abraço

Um abraço de Homem livre

 

Assim, cantou Manel de Novas, cantou S. Vicente, cantou Cabo Verde, no país e no exterior. Esta terá sido uma das músicas mais emblemáticas que exprimia, de modo a um tempo simples e muito profundo, o sentir de nós todos, de gente que sonhou com esse grande dia, resultado de um longo percurso histórico, feito de muita audácia, determinação e também de muito sofrimento que temperou um Povo que edificou uma cultura que construiu a sua originalidade no mundo.

 

Cinco de Julho de 1975 é um marco. Um marco de extraordinária importância. É o dia em que a Nação passa a dispor de um Estado, após uma longa trajectória que mergulha as suas raízes na profunda noite colonial, no tráfico de escravos, nas secas e fomes que, contudo, também, constituíram o cadinho onde a nossa personalidade se forjou, a nossa música nasceu, a nossa tenacidade emergiu. De onde o nosso modo de ser e de estar brotou.

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Obras Escolhidas de Amílcar Cabral

Brito-Semedo, 8 Jul 13

 

“Os textos políticos de Amílcar Cabral, produto da prática revolucionária ao longo da luta vitoriosa pela independência da Guiné e das ilhas de Cabo Verde, constituem uma arma de combate à escala dos povos do Terceiro Mundo.

 

A partir da análise concreta duma situação concreta, animada assimilação crítica, das outras realidades históricas, esta obra comporta vários domínios: o político e o ideológico, a estratégia militar, o desenvolvimento social, o processo de formação e as relações internacionais.

 

Como dirigente da luta político-militar praticamente até o seu termo, o fundador do PAIGC estudou todos os aspectos que definem a essência da guerra de libertação nacional. É neste o sentido que ele traçou a sua linha ideológica e construiu a sociologia do seu conhecimento.

 

Os grandes eixos da reflexão teórica e os conceitos operatórios da estratégia revolucionária formulados por Amílcar Cabral articulam-se em torno da dominação imperialista, da força motora da história, do papel da pequena alavanca social da luta de libertação nos países colonizados, da luta armada como facto e acto de cultura, do Partido como centro de todo o sociopolítico.

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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