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Adeche! Vendilhões em Vários Templos

Brito-Semedo, 22 Jul 13

1. A escolha de um título de uma obra nunca é inocente e procura-se que seja a sua identidade, na sua expressão mais reduzida. Ele é algo sério, ponderado, propositado e que se quer significativo. E um título no nosso crioulo genuíno de SonCent chama a atenção, predispõe qualquer um, provoca curiosidade e causa alguma empatia. O Dr. Arsénio Fermino de Pina, que é um marinheiro de muitas viagens, que é como quem diz, autor de vários livros, sabe disso e é hábil nas suas escolhas de títulos. São disso exemplo, Uli-me li! (1999), Fi d’ cadon! (1999), Passadores de Pau (2009), Quel Canapê de Três Pê (2010), Ês ca ta cdi! (2011).

 

O título escolhido para esta mais recente colectânea é, na verdade, a combinação de títulos de duas de suas crónicas, Adeche![1] – escrita entre 2010 e 2012, ao se ter conhecimento da criação e próxima aprovação do Estatuto Especial para a Praia (pág. 19-43) – e Vendilhões em Vários Templos – escrita em 2011, na qual o autor fala sem papas na língua pela boca do Frei Capuchinho Fernando Ventura, reportando-se e fazendo paralelo com um acontecimento narrado no Evangelho de São Mateus, capítulo 21, versículos 12 a 16, sobre o episódio da purificação do Tempo ou de quando Jesus expulsa os vendilhões do Templo (pág. 87-96).

 

Detenho-me nesta crónica pelo paralelismo estabelecido e por ser, segundo o seu autor, uma “imagem que nos anima, nos tempos que correm”.

 

A verdade é que o mundo do primeiro século não era diferente do actual: havia homens ricos e pobres, virtuosos e criminosos, livres e escravos.

 

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'(A)Mar o Mar', Exposição em Mindelo

Brito-Semedo, 21 Jul 13

 

 

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Hélder Paz Monteiro, Ilha de Santiago, Cidade da Praia - Cabo Verde

 

Nasce na ilha de Santo Antão (Cabo Verde), em 1973. Em 1998, enquanto estudante de arquitectura e urbanismo no Rio de Janeiro (Brasil), compra a sua primeira câmara fotográfica analógica e começa a fazer as primeiras fotografias. Em Abril de 2004, na Suíça, adquire uma câmara fotográfica digital e a partir dessa data começa a encarar a fotografia de forma diferente. De 2005 a 2009, além de participar em várias exposições colectivas, destaca-se ainda em cinco individuais todas ocorridas em Santiago. É co-autor em Essência e Memória, volumes II e III, Olhar a Urbe, Da Luz (e) da Sombra e Fragrâncias da luz, antologias de fotografias publicadas em Portugal pela Chiado Editora e Edições Vieira da Silva.

 

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Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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