Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Tututa, Julho.2013
 

Armando Tito, Julho.2013

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

Adelaide

 

Uma das mais antigas notícias que até agora encontrámos alusivas à carreira de Cabo Verde é a do iate Adelaide, de Outubro de 1885 . Dizia o jornal americano de língua portuguesa O Progresso Californiense que este barco saíra a 2 desse mês de New Bedford, com destino à Brava. Comandava-o o capitão Lopes (pelo apelido, eventualmente cabo-verdiano) e transportava oito passageiros e mercadorias. Os consignatários do navio eram Loum Snow e o filho, também proprietários da barca Verónica.

 

Spring Bird

 

No dia 12 de Novembro de 1885 saía de New Bedford o iate de 80 toneladas Spring Bird, para a Brava. Comandava-o João Tiago Gomes, simultaneamente dono de uma hospedaria na rua South Water. O navio fora fretado em Provincetown, Mass., por João T. Gomes, António Faria e Arsénio Freitas, tudo gente de Cabo Verde. Levava a bordo 44 pessoas, sendo 19 delas passageiros. A carga era constituída por milho ensacado, farinha e petróleo. Na Portuguese Passenger Master List indica-se que o Spring Bird chega a New Bedford em 30 de Abril de 1886, obviamente de regresso de Cabo Verde . É então que rebenta uma polémica envolvendo o próprio João Gomes que pretensamente ganhara dinheiro à custa de excesso de passageiros trazidos das ilhas em condições degradantes . Um telegrama vindo de Boston, divulgado pelo Progresso Californiense a 15 de Maio, dava conta pormenorizada dos acontecimentos. Ao que parece, não tendo conseguido carga para a viagem de regresso de Cabo Verde, tinha no entanto ali arranjado 75 passageiros «de ambos os sexos e de todas as idades» com pagamentos que oscilavam entre os 20 e os 25 dólares. Alguns, sem dinheiro, tinham-lhe pago em géneros e em propriedades. Mas para esses passageiros, não se tinham adquirido provisões e a cama, no porão, era o lastro do navio, onde se deitavam sem qualquer outro conforto. Pior que isso, quatro raparigas entre os 13 e os 15 anos tinham ficado na pequena câmara do capitão. Três dias depois da partida do arquipélago, a ração diária seria apenas constituída por um bolo do milho, água, chá e café. Agravando a situação, a viagem que se esperava que durasse 20 dias prolongara-se por um mês, pelo que os passageiros tinham chegado aos Estados Unidos depauperados. O capitão foi por esse motivo acusado de ter violado as normas de transporte de passageiros e metido na cadeia, a aguardar julgamento. Porém, a 12 de Junho, o mesmo periódico suavizava as acusações feitas ao capitão.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

Comunidade

subscrever feeds

Powered by