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Golfistas e Tenistas dos Anos 30 e 50

Brito-Semedo, 2 Ago 13

 

1. Conheci nas minhas relações profissionais a Tatiana Cabral, bióloga a estagiar no Instituto Nacional para o Desenvolvimento das Pescas (INDP), recém-regressada do Canadá onde vivia com os pais que emigraram para esse país quando era ainda criança. Achando curioso esse regresso às origens, fiquei mais admirado ainda quando soube que a Tatiana era neta do Sr. Anacleto Cabral, o Nhô Niclet da Padaria Central!

 

O resultado dessa aproximação foi ter recebido ontem duas fotos do Sr. Anacleto Cabral. Uma, imediatamente colocada no post Pon d’ Trança d’ Niclet, e outra, de um grupo de jogadores de ténis no Clube Castilho, encaminhada ao amigo Valdemar Pereira, uma memória viva de SonCent a residir em França, como se atesta pelas informações prestadas, para ajudar na sua identificação.

 

2. Na volta do correio, não só veio a identificação da data da foto (finais dos anos 50), a circunstância em que foi tirada (uma partida de ténis entre o Castilho e uma equipa de Bissau) bem como a legenda e algumas notas de curiosidade. Como fashôn (bónus), a Esquina do Tempo recebeu ainda uma outra preciosidade, uma foto de 1932, dos golfistas do Castilho e a identificação completa.

 

Bem hajam Tatiana Cabral, neta de Nhô Niclet, e Valdemar Pereira, filho de Nhô Hermínio do Telégrafo e obrigado pela partilha.

  

Golfistas.jpeg

Ano de 1932 -  De pé (esq. para dir.): João da Mata Costa (Damatinha) XX, Alberto Coutinho, Hermínio Pereira, José Figueira, Cequeira, Manuel Vicente Rodrigues, Antonio Rodrigues (Toi Lulu) João Tolentino, José Diaas XX Carlos Fernandes, Picarone. Agachados (esq. para dir.): António Faustino, Serge de Nho Mané Beta, José Pereira, Antonim Santiago, Antonim Costa e XX
  

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- Para o Amigo Morgadinho, um Criôl na França

 

Situada na Rua da Praia, no 1.º andar do emblemático edifício da Sede do Mindelense, a Casa da Morna, do músico Tito Paris, foi ontem pré-aberta (a inauguração oficial será só no dia 14 de Agosto) e apresentada aos músicos e amigos sanvicentinos, que responderam massivamente, lotando por completo o espaço.

 

A Casa da Morna, uma iniciativa bem-sucedida, inaugurada em 2004 e que fez sucesso nas noites lisboetas até bem pouco tempo, renasce agora em Mindelo para trazer mais vida à cidade, enriquecer e prestigiar as noites da música cabo-verdiana.

 

O espaço amplo, voltado para a Baía do Porto Grande e para o Monte Cara, cativa logo à entrada com a letra da morna “Noite de Mindelo”, de B-Léza, escrita em crioulo, inglês, francês e português, mostrando a dimensão internacional da música crioula, e encanta pela decoração sóbria e de bom gosto com base em motivos musicais.

 

Lá dentro, as cadeiras trazem no forro das costas os nomes dos mestres da música de Cabo Verde, dos mais antigos aos mais actuais, um tributo aos fazedores da nossa música, ou os temas cantados por Tito Paris. Coube-me uma mesa cujas cadeiras eram um tributo a Frank Mimita, Diva Barros, Dany Mariano e Norberto Tavares. Ao Morgadinho, negociou-se a sua cadeira na mesa aonde se foi sentar.

 

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