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William Shakespeare no Mindelact 2013

Brito-Semedo, 9 Set 13

 

Estreia no festival Mindelact 2013. 49ª Produção do GTCCP em Co-Produção com a Grupo de Teatro Craq’Otchod e o Festival Mindelact 2013.

 

Uma ilha carregada de relatos sobre bruxas, de lendas e histórias extraordinárias, onde bizarros acontecimentos vagueiam com grande facilidade pela boca do povo. Uma ilha que tem hoje tal energia, paisagem tão arrebatadora, que pode muito bem ter sido um dia a ilha de Caliban, esse filho disforme da feiticeira Sícorax, banida de Argel pelos seus pares. Uma ilha que pode muito bem ter sido o pouso ideal para um espírito do vento, como é o multifacetado Ariel, na peça original de Shakespeare.


E por aqui vamos, ao sabor dos sons da língua crioula que se tornam ainda mais belos conduzidos pela poética arrebatadora de Shakespeare. Que belas que soam, senhores, as palavras do famoso bardo inglês ditas em crioulo! Esteja lá onde estiver, estamos certos que William Shakespeare se sentirá orgulhoso por saber que séculos depois da sua maior criação ter visto a luz do dia, num arquipélago perdido no meio do Atlântico, um grupo de loucos artistas resolveram moldar, com a mesma matéria de que é feito o barro e a argila destas ilhas, a mais bela peça de teatro de todos os tempos (Fonte).


Palco Principal
10 de Setembro, 21H30
Centro Cultural do Mndelo

 

FICHA ARTÍSTICA
Texto Original: William Shakespeare
Tradução para cabo-verdiano: Coletivo
Encenação e Direção Artística: João Branco
Direção Musical: João Branco
Espaço Cénico: Bento Oliveira
Assistente de encenação, Direção de Movimento e Maquiagem: Janaína Alves
Figurinos: Janaína Alves e João Branco
Desenho de Luz: Edson Fortes
Operação de Luz: Paulo Cunha
Interpretação: Emanuel Ribeiro, Silvia Lima, Chistian Lima, João Branco, Fonseca Soares, Jair Dias Estevão, Nelson Rocha, Móises Delgado, Fabricio Delgado, Renato Lopes, Edson Fortes, Salete Rocha, Katelene Évora, Gielinda Rodrigues, Romina Rocha.Músicos Ricardo Fidalga, Helton Paris, Ailton Paris, Yannick Almeida, Di Fortes e Laura Branco
Video: João Paradela
Agradecimento especial: Mick Lima, Paulino Dias e Fernando Morais

 

 

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Morreu João Rodrigues

Brito-Semedo, 8 Set 13

 

João Rodrigues.jpeg

Foto Djibla

 

 

João Baptista Rodrigues

 

São Vicente, 9.Novembro.1931 - 08.Setembro.2013

 

 

 

Djunga de Tribunal, como era conhecido, publicou Montes Verde-Cara (contos), 1974; O Casamento de Joaquim Dadana (noveleta), 1979; Casas e casinhotos (novela), 1981; Caminhos Agrestes (cantos), 1984; O Jardim dos Rubros Cardeais (novela), 1986, Pérolas do Sertão (poesia), 1986, e Maré Cheia (poesia).

 

À família enlutada, as nossas mais sentidas condolências!

 

Depoimento de Ana Cordeiro, no seu Perfil do FaceBook:

 

No deserto editorial que se seguiu à independência de Cabo Verde, um escritor, João Rodrigues, publicou e voltou a publicar, sem apoios, sem favores. Colaborou com todos os jornais e revistas do pós-independência e juntamente com Larissa Rodrigues fundou e dirigiu o jornal Artiletra. A propósito da sua carreira como escritor, nada me parece mais apropriado que esta citação da sua obra "O Jardim dos Rubros Cardeais":
 
"Tudo ficaria assolado, triste, fúnebre, se não existissem os cardeais. São invulneráveis. Desafiando intempéries, mantêm-se incólumes, florescentes e reflorescendo, espelhando perfume e cores, a tudo insuflando vida com suas rubras pétalas e seus ramos verdejantes (...)"
 
Vamos lembrá-lo, vamos relê-lo. Com imensa saudade. 

 

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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