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Água nas Barragens de Santiago

Brito-Semedo, 14 Set 13

 

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Barragem de Faveta (São Salvador do Mundo), Santiago

 

A barragem de Faveta, em São Salvador do Mundo, inaugurada há menos de dois meses (20.Julho.2013) já tem água a ocupar metade da sua capacidade. A mesma sorte não tem a de Salineiro (Ribeira Grande de Santiago), inaugurada poucos dias antes (29.Junho.2013), com um metro de água apenas. O mais curioso é o caso da barragem de Saquinho (Santa Catarina) que, ainda em fase de construção, já tem água a chegar aos sete metros de altura. Enquanto isso, a velha Poilão só está à espera de mais 70 centímetros de água para transbordar, o que deve acontecer nas próximas horas, se a chuva continuar a cair com a mesma intensidade em São Lourenço dos Órgãos. Fonte: ASemana, 10.09.2013

 

A barragem de Faveta (São Salvador do Mundo) situa-se em São Salvador do Mundo, mais concretamente na parte a jusante de Picos Freire, Manhanga e Taberna.

 

• Volume: 558.000 m3 útil de água

• Área irrigada: 57 hectares de terras

• Produção bruta anual estimada: 171 mil contos,

• Perspectiva proporcionar: 1.950 empregos em regime permanentes ou temporário.

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"A Palavra e os Dias", de Vera Duarte

Brito-Semedo, 14 Set 13

 

A Escritora Vera Duarte foi ao Brasil participar e lançar o seu segundo livro editado no Brasil na XVI Bienal Internacional do Rio de Janeiro, na Universidade de São Paulo e em Belo Horizonte. Em Jacareí, São Paulo, o livro de crónicas, A palavra e os dias, foi apresentado na Academia Jacarehyense de Letras pela Prof. Simone Caputo, da USP, cujo texto a Esquina do Tempo tem o prazer de publicar.

 

Vera Duarte e a Presidente da Academia Jacarehyense de Letras

  

Agradeço o convite da Academia Jacarehyense de Letras, em especial à sua Presidente, Exma. Sra. Salette Granato, para estar aqui e conversar um pouco sobre Cabo Verde e sua literatura, representada nesta oportunidade por Vera Duarte. Agradeço ainda à Fundação Cultural de Jacarehy, na pessoa de sua Presidente, Exma. Sra. Sônia Ferraz, e à acadêmica Esther Rosado que, em conjunto com Érica Antunes Pereira (pesquisadora da USP/FAPESP), possibilitaram o destaque dado hoje a Cabo Verde, país africano, no panorama cultural desta cidade brasileira.


Cabe ressaltar que Cabo Verde é um pequeno país insular, localizado no Oceano Atlântico, em frente à cidade de Dacar, Senegal, constituído por dez ilhas, das quais nove são habitadas por cerca de 500 000 pessoas, e no qual se fala um crioulo de base portuguesa, hoje denominado língua cabo-verdiana. A língua oficial e internacional utilizada no país é a portuguesa e o bilinguismo cabo-verdiano está em construção, em virtude da recente sistematização fonológica do crioulo em um alfabeto próprio, o ALUPEC.


A nação cabo-verdiana, contudo, desde seu nascimento, configura-se como uma nação global, com a chegada dos portugueses à ilha de Santiago, desabitada, em 1460, e depois com o transporte de escravizados da costa da Guiné para esta ilha-entreposto, nascendo, assim, o mestiço cabo-verdiano ou crioulo, em geral de pai branco europeu e mãe negro-africana. Atualmente, há mais cabo-verdianos na diáspora do que no arquipélago. Eles são cerca de 500 000 nos Estados Unidos da América, cerca de 200 000 em Portugal e cerca de 100 000 espalhados no Brasil, na Holanda, na Itália, em Macau... Todos pensando em voltar ao arquipélago (é esse imaginário ilhéu que lhes dá resistência) para contribuir com a pátria, assim como para internacionalizá-la.

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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