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'Comboio Nocturno para Lisboa'

Brito-Semedo, 28 Dez 13

Fenómeno editorial na Europa, Comboio Nocturno para Lisboa vendeu dois milhões e meio de exemplares desde que foi publicado em 2004 na Alemanha, onde ficou três anos na tabela dos livros mais vendidos. O sucesso transformou até o título do livro escrito por Pascal Mercier - pseudónimo literário do filósofo Peter Bieri - numa expressão idiomática, usada para referir alguém que pretende mudar de vida. São, de resto, muitos os estrangeiros que, nos últimos anos, se deslocam até Lisboa em demanda de Amadeu do Prado.

  

Mas tudo começa numa manhã chuvosa. Uma mulher prepara-se para saltar de uma ponte de Berna. Raimund Gregorius, um banal professor de grego e latim de 57 anos, evita o acto desesperado e fica surpreendido com o som de uma palavra. Português, responde ela, ao ser questionada sobre a língua que fala.

 

Antes de desaparecer da história ainda tem tempo de escrever um número de telefone na testa deste míope professor que descobre, por acaso, um livro de um autor português, Amadeu Inácio de Almeida Prado, intitulado Um Ourives das Palavras. Sem conseguir explicar porquê, entra num comboio para Lisboa atrás deste médico que morreu 30 anos antes, em 1975, pouco depois da Revolução, numa descoberta do outro que acaba por ser uma descoberta de si próprio.

 

Amado pelos pobres que atendia de graça no seu consultório, Amadeu passa a ser rejeitado pelo povo no dia em que aceita tratar o "Carniceiro de Lisboa", assim conhecido por ser chefe da polícia política. Integrará posteriormente a resistência contra o regime de Salazar.

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 - Arsénio Fermino de Pina, Pediatra cabo-verdiano e sócio honorário da Adeco (Associação da Defesa do Consumidor)

 

Médicos e juristas de outrora concordaram numa distinção entre distúrbios neurológicos (problemas do cérebro) e distúrbios psiquiátricos (problemas da mente). Hoje em dia não faz sentido essa separação porque se pensa haver uma base física (biológica) para os problemas da mente. O que teria levado a essa viragem de culpa para a biologia? Talvez tenha sido a eficácia dos tratamentos farmacêuticos: a depressão costuma desaparecer com terapêutica com fluoxetina, a esquizofrenia controlada com risperidona e a mania reage ao lítio.

 

Embora as novas técnicas de imagens aplicadas ao cérebro tenham ajudado muito a compreender o seu funcionamento, devemos saber que num milímetro cúbico de tecido cerebral existem cerca de cem milhões de ligações entre neurónios, o que as novas técnicas de imagiologia ainda não conseguem visualizar. À medida que formos aperfeiçoando as técnicas de medição dos problemas cerebrais, poderemos vir a descobrir que certos tipos de mau comportamento têm uma explicação biológica importante, como aconteceu com a esquizofrenia, a epilepsia, o parkinsonismo, a depressão e a mania.

 

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