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Quando um poeta, em Cabo Verde, publica um soneto ou um poema, o povo, a grande maioria da população, não o lê. Daí a ausência duma crítica construtiva, o marasmo e a esterilidade da literatura caboverdiana, a qual, quando consegue fugir a lucubrações sem interesse para a cultura da colectividade, se prende nas malhas do mito da insularidade adormecida num fatalismo conformista ou em sonhos, não menos conformistas, de evasão.

 

Quando uma individualidade qualquer se debruça sobre o problema da Educação e o trata publicamente, há que ouvi-lo ou lê-lo, penetrar no verdadeiro significado das suas afirmações, em suma, compreender o que ele tem para dizer e lutar no sentido de que a maioria da população o compreenda. Note-se que compreender não é necessariamente, aceitar.

 

É que, se o povo caboverdiano pode, como tem sucedido em virtude das condições materiais em que vive, manter-se alheio às manifestações da literatura, não pode e nem deve, com risco de se prolongar demasiadamente o seu estado de ignorância e, consequentemente, de baixo nível social e económico permitir-se o alheamento dos problemas respeitantes à Educação. É que hoje na encruzilhada da História (passe o lugar comum) que o Homem está vivendo, seja em Cabo Verde, seja em qualquer outra parte do Mundo, a Educação constitui a base fundamental em que deve assentar o trabalho da emancipação de cada ser humano, da consciencialização do Homem, não em função das necessidades e conveniências individuais, ou de classe, mas, sim, relativamente ao meio em que vive, às necessidades da colectividade e aos problemas da Humanidade em geral.

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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Jornalista e Poeta Eugénio Tavares

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