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 Convite

 

No âmbito das actividades comemorativas do Dia do Município, a Câmara Municipal de São Vicente, na pessoa do seu Presidente, o Autor, Manuel Brito-Semedo, e o Ponto&Vírgula Edições, têm a honra de convidar V. Excia a assistir ao lançamento do livro Na Esquina do Tempo – Crónicas de Mindelo, a ter lugar no dia 31 de Janeiro de 2014 (sexta-feira), às 18:00 horas no Centro Cultural do Mindelo.

 

A apresentação do livro será feita pela Dra. Ana Cordeiro.

 

 

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Tempe de Caniquinha

Brito-Semedo, 22 Jan 14

 

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Foto Largo da Pracinha da Igreja

 

 

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- Adriano Miranda Lima, Portugal

 

Quando um município celebra a sua mais importante efeméride – o dia do seu nascimento – fá-lo sempre sob os auspícios de melhores tempos vindouros. A comemoração do dia 22 de Janeiro é o momento em que o povo de S. Vicente sai à rua, incorpora a procissão, e com a hagiografia do seu santo padroeiro acredita esconjurar os males deste mundo cruel e injusto, triste e sombrio. Mas no fundo da alma vai acesa a chama da esperança, ardendo em velas imaginárias portadas por mãos crédulas. Porque todos sabem que a cidade do Mindelo foi ungida ainda no berço pela graça de tempos novos que iriam alterar o estagnado panorama das nossas ilhas, e desde então S. Vicente e a sua cidade arvoraram o estandarte da mudança e brandiram o archote da exaltação da vida. O corpo e a alma souberam ser criativos na simbiótica expressão da alegria e do optimismo, quando o porto e o carvão garantiam trabalho a todos os braços e a panela fumegava em todos os lares, a ponto de o “Manê Jom” se dar ao luxo de “engordá gote na gemada”, como exprimiu Sérgio Frusoni na sua célebre morna “Tempe de Caniquinha” (1), divulgada pela voz portentosa do Bana com um título diferente.

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Tenho ouvido varios  cantores interpretar a morna do meu pai, Sergio Frusoni, “Tempe de Caniquinha“, mas não tive ainda o prazer de ouvir uma interpretação que tivesse utilizado na integra a versão original. O mais grave é que por vezes tenho ouvido utilizar palavras que não têm sentido e que não respeitam a rima seguida pelo meu pai. Ter lido no You tube que esta morna foi composta por B.Leza e Sergio Frusoni, deixou-me estupefacto.

 

Devo esclarecer o seguinte: a morna foi escrita e musicada pelo meu pai. Foi pela primeira vez interpretada pelo meu irmão Franco Frusoni no Conjunto Cénico Castilho.

 

Uma parte da letra original encontra-se no livro de Valdemar Pereira O Teatro é uma Paixão a Vida  é uma Emoção, página 178. Completei a letra que tenho de memória de tanto a ouvir cantar em casa. De seguida, a letra original para quem a quizer conhecer:

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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    Muito bom o livro! 

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    Muito obrigada por nos presentear com estas inform...

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    Olá, realmente esse ritmo é contagiante, fico me i...

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