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Ilusionista Mágico do Tarrafal

Brito-Semedo, 2 Set 14

 

Cartola.jpeg

 

  

Para o Amigo Tchalê Figueira, pela sua postura crítica.

 

 

A mim cordóde N sonhá

Cabo Verde era um paraíso.

 

"Um Sonho Cordod", Morna

 

PAULINO VIEIRA

 

 

A maneira cabo-verdiana de fazer política, sobretudo na área da Cultura, com um tocador de cimbôa, muita música e truques de ilusionismo, fazendo aparecer e desaparecer da cartola projectos, eventos e instituições, leva-me evocar a figura do ilusionista do Tarrafal, o Mágico Barbosa.

 

Ser artista entre os cabo-verdianos é tido por ser alguém dotado de um certo dom, quase divino, mas também por ser sonhador, que percepciona e vive uma realidade só por si criada. Portanto, com a cabeça aérea, vivendo no mundo da lua, cheio de ideias, que ta sonhá cordóde (1), e crendo que inhame é bife (2).

 

Na impossibilidade ou incapacidade em intervir ou transformar a realidade “real”, exterior a si, o artista opta, por vezes, em fazer habilidades e truques que levem os outros a acreditar em algo que não corresponde à realidade, tornando-se num ilusionista ou tocador de flauta do conto tradicional dos Irmãos Grimm, melhor, num tocador de cimbôa (3), uma versão mais adaptada à realidade cabo-verdiana e ao interior de Santiago, para ludibriar os incautos.

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