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O Claridoso Jorge Barbosa

Brito-Semedo, 5 Fev 15

 

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 Foto Arquivo Raúl Vera Cruz Barbosa

 

 

Figura precursora e das mais prestigiadas da moderna poesia cabo-verdiana, Jorge Vera Cruz Barbosa é, historicamente, o anunciador, com a publicação Arquipélago, em 1935, da viragem para os problemas da terra, assumida pelo movimento literário aparecido em 1936. Este movimento aparece ligado à revista literária Claridade.

 

Enquanto o primeiro número da revista, já pronto há muito no original, era preparado para impressão na tipografia do Mindelo – donde só viria a sair em Março de 1936 – as Edições Claridade lançaram a público o livro de estréia de Jorge Barbosa. É assim que se explica que Arquipélago tenha funcionado como prelúdio do aparecimento daquela revista literária.

 

Jorge Barbosa, para além de sempre ter vivido no Arquipélago de Cabo Verde, no meio do Atlântico e na intercepção de dois mundos, “desterrado da Europa e da África, sem Continente, insular no próprio domínio da cultura”, residiu durante vários anos na ilha do Sal como quadro dos serviços aduaneiros. Esta circunstância fazia-o comparar-se aos encerrados, o que se reflecte na sua poesia, com o desespero de “querer partir e ter de ficar”:

 

 

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