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"Os grandes poetas fazem uma obra redonda, completa, e Corsino Fortes terminou a sua a quatro dias da sua morte com Sinos de silêncio: canções e haicais", declarou o antropólogo cabo-verdiano Manuel Brito-Semedo sobre "o maior poeta épico das ilhas", nas palavras da escritora e vice-presidente da Academia Cabo-verdiana de Letras, Vera Duarte.

 

O príncipe ou o poeta maior de Cabo Verde, como o consideram muitos críticos literários, faleceu hoje na sua ilha natal, S. Vicente, onde nasceu a 14 de Fevereiro de 1933.

 

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Corsino António Fortes

 

São Vicente, 14.Fev.1933 - 24.Julho.2015

 

 

Capitão das ilhas

 

Morreu hoje o capitão de um navio das ilhas.
Não foi porque ele era bom
e puxava afectuosamente o fumo do seu cigarro
quando falava comigo
que fui ao seu enterro.


Nem tão-pouco porque conheci
as tragédias náuticas
que serviram de alicerce ao único poema,
entre flores e caiado de branco,
que ele escreveu nesta vida.


Fui ao seu enterro porque sou caçador de heranças
e queria confessar a minha gratidão
pela riqueza que ele deixou,
pela sua dimensão desmesurada do mundo
e pela sua incorporação no veleiro em que todos navegamos.

 

- Osvaldo Alcântara

 

in Cântico da Manhã Futura, 1986

 

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 Foto Carlos Fortes Lopes

 

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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