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Griga ca voltá – Estórias

Brito-Semedo, 8 Jul 15

 

 

Djô 2.jpg

 

 

Griga, m'nin de ponta de praia, nascido la na rob d'salina, no meio de tud casta d'vluntareza.

 

Cedo, cedo, Griga começou na vidinha de andar na rua de Soncente, nem catchor dód nagoia na pê, basta que sua mãe dizia que via mais vezes Griga, quando ele estava preso na Estaçon d'Pliça do que nos nove meses que levou ele na barriga, até parir.


Griga era tão valuntário que quando saiu de barriga da nhâ Fininha, já veio a mandar roda de nome sujo.


Tempo para tudo menos estória de escola, ainda não tinha sete anos, começou a trabalhar lá na plurin d'pexe. Escamava e tratava peixe que nhâ Fininha vendia e nas horas vagas ficava na orela de mesa de jogo de batota e Dupatrão, para ir fazer qualquer mandado.


Ia comprar, 1/4 litro de grog, a um, 1/2 dúzia de cigarros Falcão a outro, levar bilhetinho de amor para esta ou aquela, que algum rapaz mais envergonhado enviava por ele, pois era um excelente mensageiro. Em 1º lugar, não sabia ler, não havendo, por isso, risco de descobrir segredo, depois era lesto, que nem ladron - era ladron, também - para ganhar mais uns tostões, mas só até horas de Sol cambar, que como tud gente, depois de noite chegar, tinha medo de horas minguada, coza rum e pé d'charutera em noite de lua cheia.

 

 

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