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A violência é intrínseca à paixão, mesmo quando ela é aparentemente pacífica. Efémera pelos prazeres que exprime, a paixão é eterna pelas cicatrizes que imprime.


Fiel às suas origens inerentes ao sofrimento, a paixão cruza neste romance os destinos dissímeis das africanas Mbubi e Ruth com o percurso original do afro-americano Daniel. Através destes personagens coloridos ela faz, desfaz e refaz os laços entre os dois continentes num país que procura a sua identidade mas mantém sob um véu púdico o seu verdadeiro nome.


Ora acção, ora profissão de fé, a paixão transforma-se, sob a pluma sensível do autor, em Mulher-Paixão, Terra Paixão, Paixão da Paixão, Paixão da Vida, mesmo se a vida é inseparável da morte. Morte dos sonhos ou dos entes queridos. Mas o crepúsculo dos sonhos não é o anoitecer da esperança e as noites de dúvida absoluta estão grávidas de auroras de certezas.

Em seis movimentos modulados como uma ode, este romance entrelaça as silhuetas esbeltas ou obesas de Ruth e Mbubi com as raízes de Dan, tão apaixonadamente procuradas, tão desesperadamente inacessíveis, num país que se procura a si mesmo, se renega, se inventa, se mutila, numa África que se ama, apesar de tudo, e onde a esperança adquire, no virar da página, as formas generosas de uma mulher madura.

 

Fonte: Kusimon Editora

 

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Abdulai Silá é uma das mais destacadas vozes da literatura guineense contemporânea e iniciador de uma corrente ficcional original, sendo autor do que é considerado o primeiro romance guineense, Eterna Paixão (1994).

 

Silá é autor de três romances publicados de 1994 a 1997:

 

- Eterna Paixão (1ª ed. da Kusimon Editora, em 1994), considerado o primeiro romance guineense;

- A Última Tragédia (1ª ed. da Kusimon Editora, em 1995); 2ª ed. da Pallas Editora (Rio de Janeiro), em 2006;

- Mistida (1ª ed. da Kusimon Editora, em 1997).

 

 

 

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