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Felizmente Há Luar!

Brito-Semedo, 19 Jan 12

 

Denunciando a injustiça da repressão e das perseguições políticas levadas a cabo pelo Estado Novo, a peça Felizmente Há Luar!, publicada em 1961, no mesmo ano de Angústia para o Jantar, esteve proibida pela censura durante muitos anos. Só em 1978 foi pela primeira vez levada à cena, no Teatro Nacional, numa encenação do próprio Sttau Monteiro.


Eu sou um homem de teatro concreto, real, de palco. Para mim, o teatro surge quando está no palco, quando estabelece uma relação social, concreta, num povo e num grupo. O livro meramente, ou o texto, tem para mim muito pouco significado, apesar de eu ser um autor teatral. (...) Se vocês são o teatro do futuro, eu sou o do passado. Eu sou um homem para quem só conta o espetáculo.

 

Estas são palavras proferidas por Sttau Monteiro e publicadas em Le théatre sous la contrainte, Atas do Colóquio Internacional realizado em Aix-en-Provence, em 4 e 5 de dezembro de 1985, publicadas pela Universidade de Provence, em 1988.


É com esta citação que o Professor José Oliveira Barata, autor de Para Compreender Felizmente Há Luar!, estudo publicado também por Areal Editores, ilustra o facto de o texto dramático constituir apenas um primeiro passo para fomentar, em quem ensina e em quem aprende, o gosto pelo Teatro, entendido como expressão cultural socialmente condividida (Fonte).

 

Luís de Sttau Monteiro nasceu a 3 de Abril de 1926 em Lisboa, cidade onde viria a falecer a 23 de Julho de 1993.

 

Dramaturgo, encenador, jornalista e romancista português (1926-1993), conhecido sobretudo pela peça em dois atos Felizmente Há Luar (1961), que ganhou o Grande Prémio de Teatro da Associação Portuguesa de Escritores mas seria representado no nosso país apenas em 1978, devido à intervenção da censura. A sua carreira literária iniciou-se em 1960, com a publicação do romance Um Homem não Chora, a que se seguiu, em 1961, outra obra de prosa ficcional, Angústia para o Jantar. As suas sátiras sobre a ditadura e a Guerra Colonial tornaram-no objeto de perseguição política.

 

Felizmente Há Luar!

de Luís de Sttau Monteiro

Edição/reimpressão: 2011

Editor: Areal Editores

 

 

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