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Foto Arquivo Histórico da Praia (IAH)

 

 

Júlio Bento de Oliveira

 

(Santo Antão, 29.Dez.1905 – 30.Abril.1984)

 

 

1. Júlio Bento de Oliveira frequentou o seminário-liceu na ilha de S. Nicolau mas não pode continuar os seus estudos por o mesmo ter sido extinto em 1917. Passando a residir na ilha de S. Vicente, tornou-se telegrafista e trabalhou na Wester Telegraph Company (o Telégrafo Inglês) de 1922 a 1958. Por várias vezes vogal da câmara municipal de S. Vicente, da qual foi vice-presidente (1943-1947) e presidente (1947-1960) realizando um importante trabalho sendo de realçar o “Plano de Electrificação do Mindelo”. Homem interessado no desenvolvimento do desporto e na formação da juventude, inspirado no modelo de checoslovaco, em 1932, fundou a organização juvenil “Sokols de Cabo Verde” que depois mudou o nome para “Falcões de Cabo Verde”. Fundou também um órgão para os filiados, o Boletim dos Falcões de Cabo Verde, que pouco durou. Colaborou no Cabo Verde – Boletim de Propaganda e Informação.

 

2. Sokols são uma organização de massa juvenil fundada em S. Vicente, em 1932, inspirado no movimento checo surgido em 1862, como “Sokols de Cabo Verde”, tendo depois mudado o nome (com tradução da palavra sokol) para “Falcões de Cabo Verde”. Para além da cultura física, a organização procurava inculcar nos seus membros os valores cívicos e democráticos que também regiam a sua congénere da Checoslováquia.

 

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Grupo de Cadetes dos Sokols. Demonstração de ginástica. Foto Progresso, Mindelo, 1936

 

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 O Governador passando revista aos Sokols (pelotão de oficiais). Foto Manuel N. Ramos, 1933

 

No Boletim Oficial, N.º 52, de 29 de Dezembro de 1934, vêm publicados os Estatutos da Associação “Falcões Portugueses de Cabo Verde”. Razões internas e externas terão servido de pretexto para ditar o fim da organização: (i) em 1934, durante a “Revolta de Nhô Ambrose”, a associação ajudou a acalmar o povo, tendo demonstrado simpatia pela sua causa; (ii) em 1937, manifestou o seu repúdio pela decisão governamental de extinguir o liceu; e (iii) a culminar, em 1938, a Checoslováquia foi invadida pelo exército nazi e deixou de existir como país independente.

 

Por Decreto N.º 29.453, de 17 de Fevereiro de 1939, a associação foi extinta e imposta no seu lugar a “Mocidade Portuguesa”, convertendo-se os “Falcões de Cabo Verde” na Ala N.º 2 “Afonso de Albuquerque” da Mocidade Portuguesa.

 

– Informações recolhidas da obra de João Nobre de Oliveira, A Imprensa Cabo-Verdiana. 1820-1975. Macau, Fundação Macau e D.S.E.J., 1998

 

Ler "Os Sokols ou Falcões Portugueses de Cabo Verde", de Maria Adriana Sousa de Carvalho

 

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1 comentário

De valdemar pereira a 04.02.2012 às 16:43



Conheci este Senhor que foi meu chefe durante alguns anos na Western (WTC) e aprendi a admirar este ilustre santantonense que adoptou a ilha de S.Vicente e fez tudo quanto pôde para a enriquecer. O feito que mais me tocou foi quando instalou a luz eléctrica na cidade escurecida. Ele não podia contar com a herança dos motores do Bonucci & Leça e comprou dois potentes motores americanos, que montou sem a ajuda de engenheiros, tendo um deles sido baptizado "Fairbank's Alves Roçadas". Dos Sokols não me atrevo falar pois ainda não tinha nascido mas ouvia falar das suas actividades pelo meu progenitor que foi afiliado e enaltecia a competência do "Comandante".
Pelo que me toca, caríssimo Amigo Brito Semedo, Obrigado.

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