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Assinalar o Dia Internacional da Língua Materna é, já em si, um facto importante e comemorá-lo pela Academia, tendo como convidada de honra a nossa língua materna, é motivo de orgulho, porque é uma questão de identidade individual e nacional e mostra a importância ascendente que a língua caboverdiana vem tendo na sociedade nacional, dentro e fora do país, e nos estudos universitários.

 

De uma disciplina semestral introduzida no 1.º Curso de Formação de Professores do Ensino Secundário, em 1980, com a designação “Estrutura da Língua caboverdiana”, o nosso crioulo fez um percurso que não é nada modesto, fazendo hoje, 30 anos depois, parte do plano de estudos dos três Cursos de Língua, Literatura e Cultura da Universidade de Cabo Verde, a saber: Estudos Caboverdianos e Portugueses, Estudos Ingleses e Estudos Franceses.

 

Cada um destes cursos oferece três percursos: Comunicação e Mediação Turística, Tradução e Ensino, com duas a três disciplinas obrigatórias de Língua Caboverdiana e Linguística Caboverdiana. São 346 alunos matriculados neste ano lectivo de 2011-2012 e a frequentarem esses cursos, o que representa 35% dos alunos do Departamento de Ciências Sociais e Humanas, do Campus do Palmarejo. De referir ainda que são ministrados no Curso de Jornalismo, frequentado por cerca de 30 alunos, disciplinas de Língua Caboverdiana e Técnica de Expressão do Crioulo.

 

Contudo, o salto maior foi dado com a criação do 1.º Mestrado em Crioulística e Língua Caboverdiana, já em fase de preparação de dissertação. É coordenador deste mestrado o Professor Doutor Manuel Veiga, com inúmeros estudos realizados sobre esta problemática, como é do conhecimento geral.

 

É igualmente importante para o perfil destes cursos a contribuição da Professora Doutora Amália Melo Lopes, que recentemente concluiu o seu doutoramento em Sociolinguística, e de vários especialistas estrangeiros convidados, para o mestrado.

 

Ao longo de todos estes anos de investimento formativo, os diplomados dos diferentes cursos realizados pela Escola de Formação de Professores, pelo Instituto Superior de Educação e pela própria Uni-CV constituem, necessariamente, uma massa crítica crucial de reflexão, de transmissão e de estudo sobre a problemática da Língua Materna, permitindo, agora sim, a discussão imprescindível ao estabelecimento de uma política de língua a nível nacional.

 

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Legenda: (esq. para dir.) Representante do Director Executivo do IILP-CPLP, Ministra da Educação e Desporto, Presidente do CD do Departamento e Presidente da Comissão Organizadora da Semana de Língua Materna. Foto Márcia Souto (Uni-CV)

 

Considero feliz esta iniciativa de realização de uma Semana da Língua Materna apresentada pelos colegas docentes do Curso de Estudos Caboverdianos e Portugueses e o Conselho Directivo do Departamento de Ciências Sociais e Humanas (DCSH), que tenho a honra de presidir, na sua reunião ordinária de 12 de Janeiro, pp., apreciou a proposta e deliberou instituí-la como uma actividade anual do Departamento, dando destaque à comemoração do Dia Internacional da Língua Materna, comemorada a 21 de Fevereiro.

É com iniciativas destas e o envolvimento de todos que se constrói a academia.

 

 

- Manuel Brito-Semedo, Presidente do Conselho Directivo do DCSH da Uni-CV, Campus do Palmarejo

  

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