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Alfredo  Augusto Margarido

 

(Vinhais, 5.Fev.1928 – Lisboa, 12.Out.2010)

 

Ficcionista, ensaísta, poeta, crítico literário, jornalista, tradutor, artista plástico e estudioso de problemáticas africanas, Alfredo Margarido, iniciou a formação académica na Escola de Belas Artes do Porto. O exílio leva-o para Paris (1964), onde se forma na École des Haute Études en Sciences Sociales, cujos quadros posteriormente integra como investigador. Foi docente nas Universidades de Paris VII e VIII, de Amiens. Após o 25 de Abril de 1974, leccionou em universidades portuguesas, onde ministrou um diversificado leque de cadeiras e seminários. Também leccionou e proferiu conferências em várias universidades brasileiras.


Nos anos 50 do século passado, vive em S. Tomé e depois em Angola onde, com Cruzeiro Seixas, foi responsável pelo Fundo das Casas Económicas. Expulso desse território, regressa a Lisboa e dedica-se ao jornalismo - dirigiu então o suplemento literário do Diário Ilustrado -, à crítica literária e às artes plásticas. Intervém no combate contra a ditadura e o colonialismo, investiga sobre literaturas africanas de língua portuguesa, traduz (Joyce, Nathalie Sarrautte, Steinbeck, Nietzche, Herman Melville, entre muitos outros) e constrói um percurso como criador literário.

 

Sob a chancela da Casa dos Estudantes do Império, edita, em 1953, Doze Jovens Poetas Portugueses, organizada em colaboração com Carlos Eurico da Costa. Inicia a sua obra literária como poeta com Poemas com Rosas, em 1953, editando em 1958, Poema Para Uma Bailarina Negra de inspiração surrealista. Na ficção, integra-se na tendência do noveau roman em Portugal com No Fundo Deste Canal (1960), A Centopeia (1961) e As Portas Ausentes (1963). No primeiro - obra que surge no panorama literário português como uma transgressão dos cânones narrativos dominantes - retoma a imagética inicial da sua poesia. Paralelamente, prepara, com Artur Portela Filho, O Novo Romance(1962) texto divulgador dessa tendência literária.

 

Da vasta obra de Alfredo Margarido, muita da qual dispersa por jornais e revistas, destaque-se, no ensaio, Teixeira de Pascoais (1961), Negritude e Humanismo (1964), Jean Paul Sartre (1965), A Introdução ao Marxismo em Portugal (1975), Ensaio Sobre a Literatura das Nações Africanas (1980), Plantas e Conhecimento do Mundo nos Séculos XV e XVI (1989) em colaboração com Isabel Castro Henriques, As Surpresas da Flora no Tempo dos Descobrimentos (1994) ou A Lusofonia e os Lusófonos: novos mitos portugueses(2000).

 

 

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