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Fotógrafo Jorge Martins, ‘Recolha Património Fotográfico de Mindelo-CV’ - Da esq. para dir: Jorge Barbosa, Guilherme Chantre, Bento Levy, José Duarte Fonseca, Santa Rita Vieira, (...), Baltasar Lopes, Júlio Monteiro, Júnior, Manuel Serra e Aurélio Gonçalves. Foto anos 40/50.

________________ 

 

Bisca Tropical

 

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Imaginem este quadro, surrealista e jocoso: Praça Nova (1936).

 

Jaime Figueiredo jogando a bisca versus Rendall Leite, o douto germanista. Subitamente, Figueiredo joga o ás sobre um duque.

 

Nhô Djunga Fotógrafo, fingindo-se irritado, exclama: - Homessa! Será que o Pavão de Lata foi quem o mandou jogar o ás?

 

Manuel Lopes diz: - Não respondo à pergunta, que eu não vi nada.

 

Bastasar Lopes solta uma estrondosa gargalhada. “Vá lá que o Jaime nunca soube o que é jogar a doer”, pensou mas não disse.

 

Jorge Barbosa diz: - Figueiredo precisa de óculos, é só ir ao João Lopes.

 

Aurélio Gonçalves conclui, indulgente e filosoficamente: - Figueiredo distraiu-se, acontece aos melhores.

 

Para terminar, falou Jaime de Figueiredo: - Alucinação alcoólica, sou um barco ébrio.

 

Rendall Leite, de pé: - Games is over, adieu sweet Prince.

 

Manuel Ferreira, o cronista, chegaria ao Jardim de Epicuro, ou seja, à referida praça quando rebentou a guerra de todas as guerras, razão por que de tal bisca a céu aberto não fez menção nem registo. Em tempo: faço-o eu, nascido Cinco Anos Depois, por coincidência a única fita que Marlon Brando assinou.

 

P.S. – O Pavão de Lata, um hipotético romance de J. Figueiredo, continua a ser um mistério. João Cleófas Martins (Nhô Djunga), à semelhança de Juan Rulfo, era professor e fotógrafo. O restante, excepto as pessoas nomeadas, é pura ficção.

 

Nota final à guisa de epitáfio: à data eram personagens em busca de um palco. Quem nos dera tê-los de novo, ainda que seja para a bisca do adeus.

 

- Arménio Vieira, Pracinha da Escola Grande (Praia), 27 de Abril de 2012

 

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Um pouco de Arménio Vieira na primeira pessoa;

 

O Poema de Arménio Vieira “Canta Cu Alma Sem Ser Magoado”, musicado por Pedro Rodrigues, cantado por Bana.

 

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3 comentários

De Amendes a 05.05.2012 às 11:37

  A minha homenagem ao Professor que, infeizmente, não chegou a ser meu.  Não cheguei à sua " Filosofia"...

Monólogo na Varanda ( excerto)

( Capítulo da novela " RECAÍDA" )

(façam o favor da a ler... quem precisar  ...fale comigo)



Com a noite a cair, a varanda escurece a pouco. O pavimento é cimentado e,como uso sapatos com sola de borracha, não se ouve o ruido dos meus passos. É uma varanda comprida, ainda assim, coberta com telha de barro, escada para o quintal e portas várias, fechadas a esta hora. Apenas a do quarto da Mamã está aberta, deixando passar a luz fraca de uma lâmpada, que foge obliquamente e tomba no quintal, desenhando no solo um curto losango de claridade. De instante para instante, a treva adensa-se, sem pressas, com gradações subtis, como tecido que a noite estende e retinge de escuro cada vez mais carregado.
De ponta a ponta, chegando a uma, voltando até outra, passeio lentamente, agora fumando..."Obedeço, provàvelmente, ao ritmo de qualquer movimento interior que exige esta sucessão alternativa de movimento e de paragem, ou, talvez, a uma necessidade subconsciente de quebrar a monotomia apaziguadora deste vai-vem intérmino. <de luto e com o ranger dos meus passos amortecidos, quase imperceptível, pareço -- com certeza -- uma sombra movendo-se na sombra.

<fez, hoje, precisamente, quinze dias que faleceu o Papá. É a primeira vez que meu pensamento consegue romper, nalguns pontos, o enleio da sua tragédia. Desvaneio: despontam-se ideias, figuras tomam vulto, esquecem..."
----


 

De Amendes a 05.05.2012 às 11:39


Perdão...
O autor da Novela : António Aurélio Gonçalves.

De Amendes a 05.05.2012 às 12:40


Por favor, não se aborreçam comigo..por voltar com um tema...
 não da  lingua - lusofona - falada... mas, apaladada:-

"  As  TVs mostraram-nos suas altezas, os principes reais de Mónaco a serem entronizadas membros da Confraria do Vinho do Porto .... Lindo!

O meu desafio: A criação urgente da CONFRARIA DA CACHUPA.

Mãos no tacho...
podem contar com a minha modesta contibuição em especie: Mandioca e favona! 

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