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Grandes Poetas da Lusofonia em Estátua

Brito-Semedo, 29 Mai 12

 

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Agostinho Neto, Huambo - Angola
 

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Carlos Drummond de Andrade, Copacabana, Rio de Janeiro - Brasil
 

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Eugénio Tavares, Nova Sintra, Brava - Cabo Verde
 

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Fernando Pessoa, Chiado, Lisboa - Portugal
  

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1 comentário

De Amendes a 30.05.2012 às 09:28


Ela veio do mato
e confundiu
as estrelas com as luzes da cidade
Na cidade
os seus olhos eram duas estrelas
...
Aquela cidade era um mar
era a sua morte
E na cidade brilhante
que é um mundo, um mar
Kalunga!
Onde em cada rua partem navios
para longe de cada homem
Perdeu duas estrelas --
Os olhos
da linda filha dum soba da Lunda

Oh mar eterno sem fundo sem fim
oh mar das túrbidas vagas oh! mar
De ti e das bocas do mundo a mim
Se me vem dores e pragas, oh mar
Que mal te fiz oh mar, oh mar
Que ao ver-me pões-te a arfar, a arfar...

Braços cruzados, fita além do mar
Parece um promontório uma alta serra
O limite da terra a dominar
O mar que possa haver além da terra.
Seu formidável vulto solitário
Enche de estar presente o mar e céu
E  parece temer o mundo vário
Que ele abra os braços e lhe rasgue o véu

Suspende a zanga um momento e
escuta
A voz do meu sofrimento na luta
Que o amor ascende em meu peito
desfito
De tanto amar e penar, oh mar. 

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Esquecer!? Ninguém esquece…
Suspende fragmentos na câmara escura, que se revelam à luz da lembrança...

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