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Filho de minhotos, João Bento Rodrigues – que ficaria conhecido por Filili – nasceu na ilha do Fogo no ano da abolição da escravatura. O decreto não bastou, porém, para que se extinguisse o tráfico, até porque os negreiros tinham a cumplicidade das autoridades; e foi assim que Maguika, capturada nas matas da Guiné, se tornou propriedade de Nhô Filili, trazida por um negociante desejoso de, com presentes, o conquistar para genro.

 

Tendo por cenário o arquipélago de Cabo Verde entre a segunda metade do século XIX e a primeira do século XX, O Legado de Nhô Filili é o retrato de uma África bela e sedutora, mas também dura e miserável, e bem assim uma metáfora da história da mestiçagem biológica e cultural e da génese dos movimentos pela independência das Colónias.

 

Nas Livrarias de Lisboa a 18 de Junho

 

 

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4 comentários

De Eduardo Pereira a 03.07.2012 às 10:07

Caramba, já estava necessitado de um livro assim. Belíssimo! Depois de tanta coisa sobre as antigas províncias saiu finalmente um bom romance sobre nós portugueses e todos nós guineenses e cabo-verdianos e não só: o mundo e a multiculturalidade . Essa coisa dos rabelados nem sabia que existiam: que bem...

De Brito-Semedo a 04.07.2012 às 21:57

Qdo . passar por Portugal vou à procura do livro. Obrigado por ter parado "Na Esquina".

De Hélder Afonso a 03.07.2012 às 14:09

Nunca estive em Cabo Verde, tenho alguma formação em História, mas agora com este romance, acho que irei ao arquipélago.

De Ana Carla Gonçalves a 27.07.2012 às 11:17

Como descendente de Nhô Filili (bisneta) e em nome da Família Fernandes, alerto-vos  os personagens são verdadeiros, e têm descendentes (filhos netos e bisnetos vivos), a história tem muita ficção, e pelo meio alusões nada abonatórias, para muitas pessoas da família, e note-se algumas são afirmações gratuitas e sem qualquer rigor histórico, diga-se invenções puras  ... Inverdades sem fundamento que mancham a dignidade da família ... e sabemos que a historia não se passou bem assim 

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