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Música de De Deus em "Fragmentos"

Brito-Semedo, 27 Fev 10

 

Ricardo de Deus.jpeg

Verdadeiramente, o Ricardo é um Homem de Deus, que fala a linguagem dos anjos!

 

Ao entrar neste espaço sagrado da Música, descalço humildemente as minhas sandálias.

 

Antes, queria felicitar o Ricardo por este fecundo trabalho de criação, que põe à disposição dos amigos e do público em geral.

 

Sendo eu leigo nesta matéria e um cabo-verdiano atípico, já que não toco nenhum instrumento, nem mesmo “racordai”, não tenho a pretensão de explicar algo que apenas sei sentir e fruir para o meu deleite e satisfação pessoal.

 

Ao me fazer a “proposta desonesta” – a expressão é da Mulher De Deus – para a apresentação deste trabalho discográfico, eventualmente levado por uma empatia mútua, estou em crer que o Ricardo terá tido em conta esta minha limitação, antes, querendo as minhas impressões enquanto apreciador e consumidor da boa música, o que antecipadamente agradeço.

 

Os amigos têm que concordar comigo que não estou longe da verdade se disser que, ao “pegar de mansinho na mão” do Ricardo, a Vera não só recebeu o seu “soneto de amor” pedido a Deus como ainda prestou um grande serviço a Cabo Verde, contribuindo, assim, para o enriquecimento do seu património musical. E eu que era contra os casamentos de conveniência! Ah, sim, que esse casamento foi conveniente para Cabo Verde, isso foi!

 

Fragmentos, este primeiro trabalho a solo de Ricardo de Deus, traz uma dedicatória implícita, às suas duas Pátrias, Brasil e Cabo Verde, e à Mulher Crioula (a sua), que o mantém preso a estas Ilhas da Música. Aliás, a Música e a Poesia sempre estiveram ligadas às Musas, às entidades inspiradoras. Não é “d’vera, Vera”?!

 

A Faixa n.º 6, intitulada “Morna Brasileira”, criação conjunta do Ricardo (música) e da Vera (letra), aqui divinamente interpretada pela Teté Alhinho, ilustra o que acabo de dizer.

 

Nas demais faixas, 13 no total, De Deus mostra o que de comum existe entre a música que é feita no Brasil e em Cabo Verde, sendo a matriz a música que veio de África e que Ricardo evidencia em “Cheirinho Afro” (faixa 4), “Lundú Amazonense” (faixa 14) e “2002 à tarde” (faixa 13), apenas para me referir às mais evidentes.

 

Neste seu primeiro disco, Ricardo de Deus, reconstrói, em fragmentos, diferentes estilos musicais, da Bossa Nova à Morna, da Música Clássica ao Chorinho, do Jazz ao Lundú e os músicos escolhidos para o acompanharem, em Cabo Verde e no Brasil, são a fina-flor. E é essa realização e variedade que me encanta ouvir quando estou a trabalhar ou simplesmente a relaxar.

 

Gosto de ouvir o piano a solo, a flauta e o acordeão, a percussão e a bateria, os violões, a viola e o violino. Gosto do coro infantil e da voz da Teté Alhinho. Simplesmente gosto! Não me perguntem por quê! Porque a Arte é isso.

- M. Brito-Semedo

  

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